Vereadores recuam e CPI da Folia é indeferida

A abertura da CPI da Folia foi indeferida nesta terça-feira (3), na Câmara Municipal, depois que os vereadores Carlão (PSB) e Delei Pinheiro (PSD) retiraram suas assinaturas. Ontem (2), Chiquinho Telles (PSD) apresentou documento com 12 assinaturas defendendo a comissão parlamentar. Nesta manhã, ele disse que a Comissão de Cultura tomará para si a responsabilidade e fará convocações para esclarecer o caso. “Se tem irregularidades, é igual a mulher quando trai uma vez, será que vai trair sempre? Quero dizer, será que houve irregularidades nos outros processos? É essa a preocupação”, declarou.

Chiquinho frisou que continuará fazendo audiências públicas para mostrar aos colegas que a CPI é necessária. O vereador Paulo Siufi (PMDB) também lamentou o indeferimento. “Nós tínhamos que dar o exemplo de não aceitarmos que nossos artistas municipais não recebessem os seus cachês pelo trabalho e outros, de fora, fossem superfaturados, como os documentos comprovam. Mas cada um tem a sua cabeça e cada um terá a sua sentença”, afirmou. O parlamentar destacou ainda que existe a possibilidade de outro pedido para criação da CPI. 

Caso

Juliana Zorzo, diretora-presidente da Fundação de Cultura (Fundac), constatou durante sua administração que a empresa especializada em venda de grama, Eco Vida Prestadora de Serviço Ltda, fazia a intermediação do contrato de shows, recebendo valores acima dos negociados com os artistas. Vereadores citaram como exemplo o caso do grupo Terra Samba, que cobrou R$ 25 mil para apresentação, incluindo hospedagem, mas a Eco Vida recebeu R$ 231,7 mil, ou seja, valor muito acima do cobrado pelo grupo musical.

Essa exorbitância de valores, assim como outras foram detectadas em documentações na Fundac. As irregularidades teriam acontecido quando Júlio Cabral era o responsável pela pasta, ainda na gestão de Alcides Bernal.

Matéria atualizada às 10h38min para acréscimo de informações