Sem dinheiro em caixa, Prefeitura de Jardim (MS) demite mais de 160 servidores

Prefeito de Jardim, Erney Barbosa revela que outros prefeitos também planejam demissão em massa para sanar finanças 

Ludyney Moura

A queda no repasse dos recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), fez com que o prefeito de Jardim, Erney Barbosa (PT), demitisse 162 servidores que tinham cargos comissionados na Prefeitura. A medida foi tomada para que o município atingisse o teto constitucional de 54% das receitas com folha de pagamento.

As demissões, que representaram cerca de R$ 300 mil em economia para os cofres de Jardim, deixaram o município com pouco mais de 960 servidores. “Alguns, principalmente da área da saúde terão que se desdobrar”, disse Barbosa.

O petista, eleito na eleição suplementar de julho de 2013, alega que a prefeita interina que o sucedeu elevou o gasto da Prefeitura de Jardim com pagamento de pessoal para 67% do total de receitas do município.

“Quando eu assumi o percentual caiu para 59%, depois reduzimos mais ainda até chegar em 57%. Mas, como houve queda no repasse do FPM esse percentual voltou a crescer, e não tivemos escolha. Se não demitíssemos esses servidores, a gente podia responder por crime de improbidade administrativa, por não cumprir com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)”, explica Erney, que afirma que hoje o gasto com a folha está dentro da legalidade, na casa dos 53%.


“Os prefeitos se veem numa situação financeira cada vez pior”, aponta. “Eu também juntei duas secretarias em uma, extingui departamentos, para poder atender a legislação. E tenho conversados com colegas prefeitos que estão na mesma situação. Os repasses do FPM estão diminuindo e desregulados”, revela Erney.

(Foto: Marcos Barros)