Sem acordo no TRT, greve da construção civil continua na Capital

Empresários a construção civil e operários, por intermédio de seus respectivos sindicatos, estiveram reunidos ontem à tarde numa mesa redonda no Tribunal Regional do Trabalho, em Campo Grande, para tentar chegar a um acordo sobre a greve que começou anteontem, envolvendo mais de 10 mil trabalhadores. As categorias não chegaram a um acordo e a greve continua nesta sexta-feira, informa José Abelha Neto, presidente do Sintracom (sindicato laboral).

Antes da manifestação prevista para esta sexta-feira, na Praça do Rádio, os trabalhadores se reúnem na sede do sindicato (Rua Maracaju 878) para uma avaliação do movimento e só depois partem para a manifestação pública na praça.

Abelha Neto informou que a paralisação de hoje foi maior que ontem, quando cerca de 10 mil trabalhadores paralisaram as atividades na maioria dos quase 400 canteiros de obras existentes na cidade. A classe patronal pediu nova mesa redonda marcada para segunda-feira. Os operários não abrem mão dos 30% de reajuste para os pisos salariais e 15% para quem ganha acima do piso.

Com os 30% de reajuste os pisos de hoje passam a ter os seguintes valores:

Auxiliar de Serviços Gerais: Piso de R$ 685,00 para R$ 890,50

Auxiliar de Escritório, Servente e Vigia: Piso de R$ 735,00 para R$ 955,50

Meio Oficial: Piso de R$ 808,00 para R$ 1.050,40

Apontador, Oficial e Motorista: Piso de R$ 1.000,00 para R$ 1.300,00

Almoxarife: Piso de R$ 1.030,00 para R$ 1.339,00

Encarregado de Obra: Piso de R$ 1.050,00 para R$ 1.560,00 (48.57% de reajuste devido à grande defasagem salarial desse profissional)

Mestre de Obra: Piso de R$ 1.540,00 para R$ 2.002,00