Durante o evento foram apresentados oficialmente os primeiros rótulos de vinho produzidos em Aquidauana MS
Neste sábado, 12 de julho, o Terroir Pantanal, a vinícola precursora em Mato Grosso do Sul, realizou a sua segunda vindima — a tradicional colheita das uvas — em um evento que marcou a consolidação de um projeto ousado e pioneiro no coração do Pantanal sul-mato-grossense.
Localizada na charmosa Estrada Parque de Palmeiras, Piraputanga e Camisão, a apenas 19 quilômetros de Aquidauana e cerca de 130 km da capital Campo Grande, a vinícola já se firmou como referência em enoturismo na região. O cenário, com a paisagem exuberante do Pantanal, serve de plano de fundo para um momento especial: a colheita manual das uvas, feita sob o olhar atento de enólogos, turistas e amantes do vinho.
No ano passado, o Terroir Pantanal fez história ao realizar a primeira vindima do estado, abrindo caminho para uma nova fronteira da vitivinicultura brasileira. Na ocasião, o proprietário Gilmar França comemorou o feito e destacou a importância simbólica da colheita: “É o resultado de anos de trabalho, estudo e cuidado. Um marco não só para nós, mas para todo o Mato Grosso do Sul.”
Agora, em sua segunda edição, a vindima de 2025 representa mais que a continuidade de um sonho. Ela demonstra que o solo pantaneiro, com seu clima e terroir únicos, tem potencial real para a produção de vinhos de qualidade. “O sucesso da safra anterior nos deu confiança para expandir. Este ano, teremos uma colheita ainda mais robusta, com novas variedades sendo cultivadas”, afirma França.
O evento deste sábado reuniu enófilos, especialistas, imprensa e visitantes curiosos para participar da colheita, conhecer as instalações da vinícola e conhecer os primeiros rótulos do Terroir Pantanal. A programação incluiu visitas guiadas, experiências sensoriais com os vinhos de vinícolas parceiras da região e gastronomia regional harmonizada com o tradicional churrasco de fogo de chão.
O ponto alto do evento foi a apresentação oficial dos primeiros rótulos produzidos na vinícola, com uvas cultivadas no próprio Terroir Pantanal. Todos os rótulos ganharam nomes regionais, valorizando ainda mais a homenagem a cultura pantaneira. São eles: Piraputanga (Chenin Blanc e Sauvignon Blanc), Encontro das Águas (uvas Cabernet Sauvignon + Syrah), Toca da Onça (uva Syrah), Comitiva Pantaneira (uva Cabernet Sauvignon). Já o rótulo Flor de Camalotes, um rosê, produzido a partir da uva Syrah, foi escolhido em homenagem à dona Izaura, mãe do Sr. Gilmar França. ” Este rótulo representa a força da mulher, sem perder a sua delicadeza, assim como é minha mãe. Uma costureira que criou com honra os seus dois filhos sozinha. Este vinho carrega essa mesma essência: forte, autêntico, e ao mesmo tempo suave – um tributo à mulher que me ensinou a nunca desistir”, complementou.
A produção, iniciada em pequena escala, está em fase de crescimento. As uvas colhidas já são processadas na própria unidade industrial, em funcionamento desde a primeira vindima. Após a colheita manual, os frutos passam por etapas como esmagamento, fermentação e envelhecimento — tudo dentro da vinícola. Os cinco rótulos ainda serão engarrafados, com expectativa de início para o mês de setembro. Já as primeiras degustações estão previstas para acontecer a partir do mês de outubro, em um evento especial que será lançado pela vinícola
Mais que um momento de celebração, a segunda vindima reafirma o papel da Terroir Pantanal como impulsionadora de uma nova vocação para o Mato Grosso do Sul: a produção de vinhos em pleno bioma pantaneiro. Um feito que une tradição vitivinícola, inovação e valorização do território.
Fotos: VM Marketina









