A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que afastou o médico legista Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, um dos alvos da Operação Auditus, deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).
A Sejusp informou que a prisão não tem relação com a função exercida pelo médico no âmbito da Polícia Científica e que a Corregedoria da Polícia Civil, à qual ele está vinculado, já instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar, no âmbito administrativo, os fatos relacionados ao servidor.
“A Polícia Científica ressalta que não compactua com qualquer forma de desvio de conduta, irregularidade ou transgressão disciplinar e que eventuais atos individuais que contrariem a legislação, os princípios da administração pública e os deveres funcionais serão apurados com rigor”, diz a nota.
Operação
Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nos Municípios de Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
A ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Jara, está entre os presos. Robson é proprietário do Prontomed de Jardim, que também foi alvo hoje.
A investigação aponta a ocorrência de fraudes em licitações realizadas pela Prefeitura de Nioaque, que tiveram como objeto a contratação de empresa para a prestação de serviços de especialidades médicas por meio de consultas, realização de exames e procedimentos médicos.
Segundo a investigação, o gasto com tais serviços médicos teve um aumento de 1.713% (mil setecentos e treze por cento) no período das contratações fraudulentas, de 2022 a 2025, ao passo que o total de 83% (oitenta e três porcento) dos exames e consultas pagos pelo Município foram simulados pelo grupo criminoso, composto por agentes públicos e privados, mediante a falsificação de documentos.
A estimativa é de que tenham causado prejuízo de mais de R$ 4 milhões. Além disso, os elementos colhidos apontam que o grupo criminoso vem atuando para expandir o esquema para outros municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, demonstrando a continuidade e o agravamento das atividades ilicitas






