Após a Câmara Municipal aprovar o projeto enviado pela prefeitura de Campo Grande para regulamentar os aplicativos de transporte na cidade, com o Uber, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) revelou que a questão será analisada por técnicos que devem analisar os pontos que deverão ser sancionados ou vetados.
Segundo o prefeito, foram o técnicos quem elaboraram o programa, então é “através deles que vamos analisar as emendas”, frisa, completando. “As que forem úteis e saudáveis para nossa cidade e população serão mantidas. As que os técnicos entenderam que vão trazer algum prejuízo serão vetadas”, indica Trad.
Contudo, apesar de contar a apresentação de 15 emendas individuais durante a tramitação do projeto na Casa de Leis, os vereadores resolveram juntar todas as mudanças em uma única emenda coletiva, fazendo com que a questão não seja possível o veto em separado.
Apesar disso, o prefeito opinou sobre alguns pontos, como a possibilidade de transporte de animais nos veículos que operarem por aplicativos. “Alguns pontos são extremamente relevantes. O de transporte de animais eu acho super legal e não vejo por que vetar”, antecipa Marquinhos sua posição favorável a esse trecho da lei.
O projeto
Apesar do parecer positivo da maioria dos vereadores da Capital, dois deles foram contra, justamente os que se colocaram como principais defensores dos motoristas de aplicativo nesses três anos – período que marcou chegada do Uber à cidade, o primeiro aplicativo de transporte alternativo em Campo Grande.
André Salineiro (PSDB) apresentou emendas pedindo aumento da adequação para 180 dias e a idade dos veículos de oito para 10 anos, mas as propostas foram rejeitadas pelos colegas de Casa e não foram incluídas no texto final.
Já Vinicius Siqueira (DEM) quer judicializar a questão, pois defende que a regulamentação nacional dá margem ao município fazer apenas algumas modificações e, segundo o vereador, o projeto aprovado acaba aumentando as restrições.
