Retirada da Laguna e Batalha de Nhandepá serão lembrados em missa binacional nesta segunda-feira em Bela Vista

Durante a Guerra do Paraguai (1864–1870), um dos episódios mais dramáticos para o Brasil foi a Retirada da Laguna, ocorrida em 1867. Liderada pelo coronel Carlos de Morais Camisão, a expedição partiu de Mato Grosso com o objetivo de expulsar as tropas paraguaias da região, mas acabou em tragédia. Os soldados brasileiros enfrentaram doenças como cólera, escassez de alimentos, calor extremo e terrenos alagadiços. No auge das dificuldades, foram surpreendidos por uma emboscada paraguaia que resultou na Batalha de Nhandepá, um dos confrontos mais sangrentos da campanha.

Sem recursos e com o moral em colapso, os brasileiros foram forçados a recuar em meio ao caos. Aproximadamente metade da tropa morreu antes de conseguir retornar ao território nacional. O episódio, marcado por bravura, sofrimento e falhas estratégicas, foi eternizado no livro A Retirada da Laguna (1872), escrito por Alfredo d’Escragnolle Taunay, que participou da expedição como engenheiro e oficial.

Para relembrar esses acontecimentos, nesta segunda-feira (12/05), às 17h, será realizada a Missa Binacional na Praça Nhandepá, no bairro Clarão da Lua, em Bela Vista. O evento é promovido pela Prefeitura Municipal de Bela Vista em parceria com a Intendência de Bella Vista Norte, Paraguai.

Durante a cerimônia, o historiador Capitão Matos ministrará uma palestra especial sobre a Retirada da Laguna, abordando a importância histórica e os impactos desse episódio para o Brasil e o Paraguai. A atividade reforça a memória histórica compartilhada entre os dois países e convida a população a refletir sobre os custos humanos da guerra.

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