Na semana passada, houve manifestação de servidores do Hospital Regional devido a possibilidade de implantação de OSS no local. O secretário não negou.“Estamos discutindo Organização Social, PPP (Parceria Público-Privada), SSA (Serviços Sociais Autônomos) e estamos discutindo qual a melhor forma de melhorar para o público que utiliza o hospital uma melhor estrutura”.
O secretário informou que da maneira que o Hospital Regional está, não dá para ficar. “Há profissionais pagos pelo estado com salários bastante expressivos com produção ínfima. Tem clinicas que produzem zero e mesmo comprando equipamentos, sei que a produção não vai melhorar. Isso existe em vários setores”.
Resende disse também ser preciso discutir especialidade clínica, para saber como o hospital pode dar melhor tratamento para quem é responsável pela manutenção, que é o contribuinte. “Não dá para gastar R$ 30 milhões por mês e produzir pouco. Vamos ver com qual iniciativa buscando a expertise da iniciativa privada”.
O secretário de saúde informou que o governo estadual gasta R$ 30 milhões por mês com o Hospital Regional. “Volume expressivo com a folha de servidores, que chega a quase R$ 20 milhões e mais R$ 10 milhões de custeio. São gastos expressivos, no modo geral, muito aquém de um hospital dar uma resposta maior para a população. Buscamos alternativas para governança desse hospital e para manter a gestão junto ao estado, mas que possamos partilhar através de alternativas já consolidada em todo o país”.
Geraldo Resende pediu para ser mostrado onde terceirização é ruim. Ele falou sobre a Operação Sangue Frio e diz ter sido uma das pessoas que contribuiu com as denúncias. “Eu pergunto a cada um da imprensa e aos sindicalistas, qual hospital público no país administrado pelo estado, governo federal, municípios, nenhum. Nenhum hospital que está a égide do poder público de forma direta tem dado certo”.
Ele citou exemplos de estados que aplicaram a terceirização. “Todos os hospitais da Bahia são terceirizados, o governo do PT que tem segmento de três a quatro mandatos consecutivos. No Rio Grande do Norte, o governo busca forma de gestão moderna, busca saída do verdadeiro caos”.
Radioterapia
Com relação a radioterapia em Campo Grande, Resende informou que a Santa Casa não repassou o dinheiro para a Clínica Radios, que rompeu o contrato. “Temos contingente expressivo de pacientes que precisam do tratamento. Estamos vendo formas para que o estado de saúde das pessoas não tenha mais dissabores na condição de quadros tão severos com pacientes com câncer. Estamos vendo formas alternativas, buscando encaminhar pacientes para Dourados”.
Com o Hospital do Câncer, a secretário de saúde tem feito tratativa para atender um volume maior de pacientes que dependem da radioterapia. “Também estamos acompanhando o evoluir das obras de construção no hospital da UFMS e no HR, a empresa que ganhou licitação feita pelo Ministério da Saúde, foi suspensa até que se possa fazer um acordo entre projetos executivos e complementares”.
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