Carta com sugestões para o Plano de Governo e levantamento sobre *
*descaso público de PMDB e PT foi entregue ao candidato*
Representantes de aproximadamente 30 entidades, instituições e movimentos
sociais ligados à saúde em Mato Grosso do Sul se reuniram com o candidato a
governador pelo PSDB, Reinaldo Azambuja, e declararam apoio à sua
candidatura, na noite dessa segunda-feira (28), em Campo Grande.
Durante o encontro, eles entregaram carta de sugestões para o Plano de
Governo de Reinaldo e estudo do Conselho Federal de Medicina (CFM) que
mostra como a saúde pública em Mato Grosso do Sul está na UTI. Segundo o
estudo, o Estado é o 23º colocado no *ranking* dos investimentos com gastos
de apenas R$ 0,70 por paciente/dia. Juntos, o governo estadual e o federal,
comandado pelo PT, deixaram de investir R$ 1,2 bilhão nos últimos dez anos.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul
(CRM-MS), Alberto Cubel, as entidades de classe não podem participar
diretamente de uma eleição, mas “estamos firmes e fortes para trabalhar
bastante, porque acreditamos que Reinaldo Azambuja tem um projeto voltado
para a saúde, principalmente no interior”. Cubel esclareceu em seguida que
os apoios são pessoais, já que as entidades não podem se manifestar de
forma institucionalizada.
“Precisamos de pessoas com projetos, como o Reinaldo Azambuja, para que a
saúde de Mato Grosso do Sul possa sair da UTI”, afirmou um dos
coordenadores do Movimento Saúde, Educação e Democracia, Alex Bortotto
Garcia.
“A saúde está muito bem representada aqui. Pretendemos ajudar na campanha
principalmente na interiorização do atendimento”, disse Carlos Magno,
presidente regional da Associação Brasileira de Odontologia (ABO).
*Baixo investimento*
Os profissionais fizeram um diagnóstico preocupante em relação à saúde no
Estado. Eles entregaram uma carta com sugestões de ações para melhorar o
atendimento à população.
Segundo os profissionais, um reflexo do baixo investimento do PMDB e do PT
na saúde é que o Mato Grosso do Sul se tornou o Estado que mais fechou
leitos no país, no período de 2005 a 2012. Nesse intervalo, 1,4 mil leitos
deixaram de atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o CFM.
“É um investimento muito baixo. Nossos médicos, principalmente no interior,
não têm condições de trabalho. Tem pacientes em estado grave, não tem
transporte e a dificuldade é muito grande”, disse o presidente do CRM-MS.
*Pensando MS*
Reinaldo Azambuja lembrou que levantamento do Pensando Mato Grosso do Sul,
projeto do PSDB que ouviu 220 mil sul-mato-grossenses entre abril do ano
passado e junho deste ano, revelou que a Saúde é a principal reclamação da
população.
“Temos que fazer com que a saúde pública funcione, com a melhor
qualificação dos médicos; um plano de carreira para o interior; reforçando
os polos regionais de saúde; interiorizando o atendimento e desafogando a
demanda em Campo Grande do Sul, responsável pela metade dos atendimentos no
Estado”, disse.
*Lista de entidades cujos representantes ou profissionais vinculados
assinaram carta de sugestões para a área de saúde e declararam apoio à
candidatura de Reinaldo (PSDB)*
· Amigos do Coração/Studio Oral
· Associação Médica de Mato Grosso do Sul (AMMS)
· Associação Brasileira de Odontologia
· Banco de Olhos de MS
· Conselho Estadual de Saúde
· Conselho Regional de Medicina
· Conselho Regional de Odontologia
· Coordenadoria do SAMU Regional Campo Grande
· Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – MS
· Fundação Assefaz
· Hospital da Criança
· Hospital Regional
· Hospital São Julião
· Hospital Universitário de Campo Grande
· Maternidade Cândido Mariano
· Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande
· Secretaria de Estado de Saúde
· Secretaria de Saúde de Campo Grande
· SERVAN (serviço de anestesiologia)
· Sindicato de Odontologia
· Sociedade de Perícias Médicas
· SOGOMAT
· UFMS e Fiocruz
· Unicred
· UNIDAS/MS
· Uniderp/Anhanguera
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