Uma relíquia com o sangue do Papa João Paulo II sumiu de uma igrejinha na Itália, provocou o maior alvoroço e levantou suspeitas até de conspirações satânicas. Mas o que estava por trás desse roubo não tinha nada a ver com feitiçaria.
O sossego das personagens habituais de uma aldeia na Itália foi gravemente interrompido. O roubo de uma preciosa relíquia movimentou o inverno do Gran Sasso, nos Montes Apeninos, em Abruzzo, na Itália.
E o pároco está muito contrariado. O alvo dos ladrões ficava na capela de San Pietro della Lenca.
Frequentada por uma das personalidades mais ilustres do século XX. O João Paulo II, beatificado em 1º de maio de 2011, será canonizado em abril.Para ele foram feitas três relíquias.
O Papa João Paulo segundo gostava muito das montanhas. Ele esquiava nesta região que visitou mais de cem vezes. A capela do século XII, se tornou em 2011 o primeiro santuário dedicado a João Paulo segundo. Uma de suas das três relíquias, foi levada para lá e roubada no domingo passado.
Os ladrões cerraram a grade e entraram pela janela. Quebraram a proteção de cristal que da vitrine onde estava o relicário.
A relíquia continha um pedacinho da roupa que João Paulo segundo usava quando sofreu o atentado em 1981. E um pouco do seu sangue.
Dom Luigi acredita que João Paulo II deixou na capela uma energia espiritual muito forte.
O fundador do santuário, Pasquale Corriere declarou que ficou incrédulo quando soube do furto.
A primeira suspeita foram as seitas satânicas, que poderiam usar uma relíquia em algum rito.
Neste mês começam os rituais dos adoradores do demônio, afirmou o advogado Vitorio Emmedeu Marinelli, que defendeu várias vítimas de satanistas – pessoas que sofreram lavagem cerebral. Mas quatro dias depois a polícia encontrou a verdadeira pista. E supôs que a verdade estava próxima.
Emocionado, o fundador do santuário revelou que a polícia tinha identificado os ladrões. Três jovens da região.
O relicário tinha sido encontrado na garagem de um dos autores do roubo. Mas uma notícia esfriou o entusiamo. Os ladrões tinham jogado fora o pedaço de tecido manchado de sangue.
Segundo a polícia, não sabiam do que se tratavam. 50 agentes fizeram as buscas num terreno próximo a casa de um dos ladrões.
Horas depois o delegado convocou o bispo e os jornalistas.
O bispo auxiliar de L’aquila, Giovanni D’ ercole, reconheceu os minúsculos pedaços de tecido como originais.
E garantiu que 80% da relíquia foram recuperados. Um dos policiais relatou que os ladrões queriam apenas o ouro do objeto. Que é apenas de latão dourado.
Nas ruas de L’aquila católicos comentaram o episódio.
É muito doloroso. Era o papa dos jovens, fiquei muito triste com o que aconteceu.
Joao Paulo II será proclamado santo no dia 27 de abril. Uma das suas relíquias foi levada para a Polônia. A outra está em uma igreja de Roma, Santo Espirito em Sassia. E na pacata aldeia, a paz voltou a reinar.