Candidato do PSDB ao governo do Estado, o tucano enfatizou que MS teve o
pior desempenho do Centro-Oeste na geração de emprego em junho*
Qualificação profissional e de mão de obra para impulsionar o
desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Esse foi um dos compromissos do
candidato a governador da Coligação Novo Tempo (PSDB, PSD, PPS, DEM, PMN e
Solidariedade), Reinaldo Azambuja, debatidos com trabalhadores da
construção civil nesta terça-feira (29).
Reinaldo visitou canteiros de obras, conversou com funcionários e afirmou
que o investimento na classe trabalhadora reflete no crescimento do Estado.
“Vocês são trabalhadores da construção civil que sabem bastante, mas se
tiverem um Estado que ofereça mais oportunidade de aprendizado na própria
profissão, serão trabalhadores com melhores desempenhos, melhores salários
e melhor qualidade de vida”, exemplificou.
Reinaldo lembrou que Mato Grosso do Sul teve o pior desempenho do
Centro-Oeste na geração de empregos no mês passado. Conforme dados do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Estado gerou apenas 70 postos de
trabalho formal em junho – pior índice registrado para um mês de junho
desde 2006. No mesmo período, Goiás teve saldo positivo de 3.552 novos
empregos formais e Mato Grosso de 3.412.
Entre os municípios sul-mato-grossenses com mais de 30 mil habitantes
avaliados pelo MTE, o destaque negativo ficou com Três Lagoas, que
registrou 3.044 demissões no primeiro semestre de 2014. “Tem emprego por
lá, mas as vagas estão sendo todas ocupadas por gente que está vindo de São
Paulo porque nosso Estado não investe na mão de obra”, lamentou.
Carpinteiro de 31 anos, Lauro Azumiro da Silva Filho saiu em defesa da
proposta de Reinaldo. “A qualificação é tudo e eu acho que é isso que está
faltando”, disse. Para o proprietário da Maxi Incorporadora, Jean Michel
Marsala Júnior, que abriu canteiros de obras para a visita de Reinaldo, é
fundamental a elaboração de políticas públicas que envolvam a classe
operária. “Nós temos que esclarecer que não adianta querer criar uma
política de dar o peixe. Nós precisamos ensinar a pescar o peixe. As
pessoas precisam receber as benesses do Estado pelos méritos delas”,
avaliou.
*Estado promissor*
Durante a conversa com trabalhadores da construção civil, Reinaldo ainda
lembrou que antes da divisão do estado, o sul de Mato Grosso era conhecido
por seu potencial. “Mato Grosso do Sul foi divido em 1977 porque nós do sul
produzíamos as riquezas”, lembrou. “Hoje, o Estado que era para ser o sonho
de desenvolvimento é o último da região”, completou.
Uma das formas de reverter essa situação é alterar a carga tributária de
Mato Grosso do Sul, que é considerada a pior do Centro-Oeste. “Isso não
permite o desenvolvimento do Estado. Nós temos tudo para crescer mais, mas
nossos últimos governantes não pensaram no desenvolvimento como um todo”,
afirmou.
Reinaldo pontuou que PT e PMDB revezaram a administração do Estado nas
últimas duas décadas e não conseguiram resolver os grandes problemas da
população, que estão relacionados à saúde, segurança pública, educação e
geração de emprego e renda.
“Eu olho Goiás, que há 36 anos tinha economia igual a de Mato Grosso do
Sul. Hoje, Goiás tem uma economia quatro vezes maior que a nossa. Lá tem
indústrias de automóveis, de medicamentos e de computadores. É um Estado
que investiu e se modernizou. Infelizmente, Mato Grosso do Sul está andando
para trás. E se não olharmos a oportunidade que nós temos agora, daqui 30
anos vamos ficar mais para trás ainda”, alertou.
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