Reinaldo Azambuja defende implantação da Rota Bioceânica para aumentar a competitividade das exportações de MS

Transporte de produtos de Mato Grosso do Sul até a Ásia seria reduzida em
8 mil km pelo Pacífico*



A implantação da Rota Bioceânica – que encurta a distância para o mercado
asiático via Oceano Pacífico – tem o propósito de aumentar a
competitividade das exportações de Mato Grosso do Sul e do Brasil.
Defendida pelo candidato a governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a ideia foi
debatida durante audiência pública no Senado Federal, em Brasília (DF).



A Rota Bioceânica – que permite o acesso pelo continente aos portos de
Arica e Iquique, no Chile, e de Matarani e Ilo, no Peru, passando pela
Bolívia – “seria fundamental para aumentar a competitividade das
exportações brasileiras”, disse Reinaldo.



Para Reinaldo, o governo do PT poderia ter investido no eixo de integração
da América do Sul ao invés de financiar, com dinheiro do Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), obras de construção de um porto
em Cuba. O valor investido foi de aproximadamente US$ 1 bilhão.



“O estudo Centro-Oeste Competitivo mostra que nós viramos as costas para o
Pacífico. Hoje, 55% das exportações de Mato Grosso do Sul vão para os
países asiáticos e nós estamos saindo via Paranaguá [PR] e Santos [portos
do Atlântico]. Isso é um contrassenso, tem encarecido enormemente a
produção e tirado a competitividade do setor produtivo do Estado”,
argumentou.



Estudos ainda mostram que a navegação do Pacífico até a Ásia poderia ser
reduzida em quase oito mil quilômetros em comparação com a saída das
exportações por portos do Oceano Atlântico. O novo caminho estimularia a
economia local e geraria emprego e renda, além de também baratear os custos.



*Debate internacional*



A implantação da Rota Bioceânica virou tema de debate internacional no
Senado Federal, em Brasília, na semana passada. Proposta pelo senador Ruben
Figueiró (PSDB-MS), a audiência pública contou com a presença do prefeito
da cidade chilena de Iquique, Jorge Soria Quiroga; do prefeito de Porto
Murtinho, Heitor dos Santos; e do representante do Ministério das Relações
Exteriores, João Carlos de Castro. Reinaldo Azambuja também contribuiu com
o debate.