Obras de revitalização realizadas no Setor Educacional do Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, vão possibilitar avanços significativos para o ensino oferecido no local. A partir deste ano, será ativado o nível médio para as detentas, além da realização de cursos de inclusão digital. A expectativa é que seja possível, até mesmo, o oferecimento de ensino superior a distância.
A reestruturação da escola do presídio foi possível graças a um trabalho conjunto desenvolvido entre a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Marinha do Brasil e Conselho da Comunidade de Corumbá. Com materiais cedidos pelo conselho e pela Agepen, marinheiros e reeducandas trabalharam nas obras.
A solenidade de inauguração do espaço foi realizada na última sexta-feira (14) e contou com a presença do diretor-presidente da Agepen, Deusdete Oliveira, e do comandante do 6° Distrito Naval, contra-almirante Edervaldo Teixeira de Abreu Filho. Houve apresentação da banda de música da Marinha e do coral Vox in Libertae, formado por internas.


Ainda emocionado com apresentação musical das internas, o contra-almirante falou da importância em se investir na educação como meio de transformar a realidade de um País. “A educação arrasta, e só com educação é possível mudar uma realidade, e aqui dentro tenho certeza que estamos contribuindo para mudar a vida dessas mulheres”, disse. O contra-almirante informou ainda que pretende continuar contribuindo com o presídio com outras ações, entre as quais na área de saúde.
De acordo com a responsável pelo Setor de Educação do estabelecimento penal, Telma Camacho, a reestruturação das salas de aula “é um sonho realizado, fruto de muita luta”. Conforme ela, a previsão é que, com isso, este ano mais de 50% da custodiadas participem das aulas ministradas por meio da Escola Estadual Polo Regina Anffe Nunes Betine. Além do ensino formal e das capacitações na área de informática, também serão oferecidos outros cursos profissionalizantes, entre eles de maquiador profissional por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).
Para a diretora da unidade prisional, Anelize Lázaro de Lima, o apoio oferecido tanto pelo Conselho da Comunidade, “importante parceiro em muitas ações”, e agora pela Marinha, é prova da credibilidade que o Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul vem conquistando no sentido de demonstrar comprometimento em oferecer tratamento penal mais digno e a consequente reinserção social.