Empresários e produtores de Maracaju se cotizaram e estão financiando as obras de reforma do Hospital Municipal Soriano Correa da Silva. A parte administrativa, ampliada e adequada para funcionar separada da área de atendimento, está pronta e os funcionários já estão trabalhando no novo espaço embora ainda esteja sendo feita a instalação de computadores e da central telefônica.
A recepção do Pronto Atendimento Médico (que até a construção do novo PAM continuará com esta destinação) também ficou pronta e ainda estão em andamento os novos banheiros e as adequações de instalações às normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O presidente da Associação Beneficente Maracaju, que é a entidade mantenedora do hospital, diz que todo o serviço (desde a compra do material até a contratação da mão de obra) é feita pelos filantropos. “Preferimos não ter nenhum envolvimento nesta parte, até para as pessoas terem condições de acompanhar e monitorar a destinação que está sendo dada ás suas doações. Fizemos os projetos e entregamos ao grupo que se encarregou da execução”, informa o presidente da associação e administrador do hospital, Kelson Granjas.
Como toda instituição filantrópica na área da saúde, o hospital enfrenta dificuldades, precisa de uma gestão profissional que potencialize a aplicação dos recursos disponíveis. “É preciso combater o desperdício, ter eficiência na hora de negociar as compras, para assegurar boas condições de preço e pagamento”, explica Kelson. Ele comandou a reestruturação do hospital que há dois anos tinha uma dívida de quase R$ 4 milhões, já renegociados.
O hospital tem 170 funcionários, além de ter um quadro de 15 médicos. Tem um repasse mensal de R$ 479 mil, sendo R$ 379 mil recursos da Prefeitura, além de R$ 9.400,00 do Estado e a parcela complementar corresponde aos pagamentos que recebe do SUS pelos procedimentos realizados. São 3.500 procedimentos realizados por mês e 170 cirurgias.