População da Aldeia Pirakuá pede que assassinos do professor indígena permaneçam presos

Manifesto na UFGD em Dourados cobra justiça e reforça temor da comunidade diante da possível soltura dos acusados.

A comunidade indígena da Aldeia Pirakuá está em alerta e mobilizada diante da informação de que os quatro acusados pelo assassinato do professor Anderson Gomes podem ser libertados nos próximos dias. O possível retorno dos suspeitos preocupa os moradores, que temem novas ameaças à segurança dos alunos e professores da escola indígena local.

Nesta terça-feira (29), acadêmicos indígenas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), ligados ao curso da FAIND (Faculdade Intercultural Indígena), organizaram um manifesto pedindo que as autoridades mantenham os acusados presos. A manifestação contou com cartazes com frases de apelo por justiça e valorização da vida indígena, como: “Sangue indígena não é descartável” e “Quem matou, pague! Justiça pelo professor Anderson”.

Segundo a diretora da Escola Indígena Pirakuá, Inair, o clima na aldeia é de tensão. Ela relata que um dos envolvidos no crime, preso por último pelo DOF (Departamento de Operações de Fronteira), teria, inclusive, ferido um aluno do ensino médio em uma tentativa de assassinato dias antes de ser detido.

“Nosso medo é que eles voltem para a aldeia e façam algo pior com as pessoas inocentes. Por isso estamos nos manifestando, para que eles não sejam soltos”, afirma a diretora, que adianta que a escola também realizará um protesto na próxima segunda-feira, dia 4 de agosto, com o retorno das aulas.

A comunidade exige que a justiça seja feita e que a segurança dos povos indígenas seja respeitada.

Jatobanews segue acompanhando e pede justiça nesse caso de grande repercussão. Reveja aqui como foi.