
GRANJA MODELO ASSIS BRASIL.
No que é descrito no relatório a preocupação principal em trazer modernas instalações para região com núcleo central na cidade de Ponta Porã, tinha como base os relatórios encaminhados das atividades agropecuárias na região, descrita da seguinte forma: “Em ambiente tão impróprio às atividades agrícolas e pecuárias sub-bases técnicas, improdutivo, seria, de logo, cuidar-se de instalações suntuosas, campos experimentais, etc, sem que antes se preparasse o fator homem, até então desajustado completamente, como alavanca proporcionadora do progresso, em colaboração com o poder público”. (RELATÓRIO TER. FED. De P. P., 1946, p. 60 a 69)
Uma destas instalações ocorreu por meio do projeto Granja Modelo denominada “Assis Brasil”, que tinha como objetivo a construção de galpões, incluindo casas de maquinas, construção de um açudo para piscicultura, aviários para reprodução, estabulo para ordenha, uma área destina para o cultivo de parreiral, casas e alojamentos para os trabalhadores e um centro de defesa animal sanitária, que seria criado segundo o relatório com a incumbência de:
- Cumprir o Regulamento do S.D.S.A, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 24,548, de 3-7- 34;
- Distribuir aos fazendeiros, ao preço do custo, artigos e produtos biológicos de uso veterinário, fazendo a vacinação gratuita nos rebanhos;
- Expedir certificados sanitários para embarque de animais e produtos de origem animal; d) denunciar as epizootias, avisando imediatamente ao Veterinário, sobre qualquer surto de que houvesse conhecimento; e) colher material de animais suspeitos e remetê-lo ao Laboratório, na sede, para o necessário exame; caso veículos motorizados, muito embora, em algumas vezes, se tenha empregado até o caminhão, posto à disposição daquele Serviço.
MEMÓRIA E CULTURA: IMAGENS DAS CONSTRUÇÕES DA GRANJA MODELO ASSIS BRASIL EM PONTA PORÃ, MEADOS DA DÉCADA DE 1940.


Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.

Imagem acervo: Prof. Yhulds Bueno. Arquivo: BIBLIOTECA DE AMAMBAI – RELATÓRIO TER. FED. de P. P. 1946.
O relatório para o ano em curso 1946 descreve: “Se dará o início da compra de reprodutores, instalando pelo menos três estações de monta, nos municípios de Maracaju, Ponta, Porã e Bela Vista. Se dará início em conjunto com a instalação de uma fazenda modelo, em Nestor Cué, para entrar em pleno funcionamento até princípios de 1949”. No decorrer deste mesmo relatório é informado o preenchimento do quadro de veterinários para o setor de defesa animal. “De imediato seriam preenchidos os quadro de veterinários, de maneira que fosse possível distribuí-los pelo interior do território, ampliando a assistência direta aos criadores. Na granja modelo já instalada em Ponta Porã, funcionará a Seção do Fomento da Produção Animal”. (RELATÓRIO TER. FED. De P. P. 1946, p. 60 a 69.)
A preocupação fundamentava-se em problemas de produção agropecuária neste período histórico no país, sendo um deles segundo relato: “Somos uma Nação que se diz essencialmente agrícola e que, entretanto, ainda importa produtos de primeira necessidade, como a batata holandesa, por exemplo, que veio concorrer com a nacional, no preço e na qualidade. Isto é exemplo frisante do quanto ainda teremos que fazer no setor da produção, até certo ponto prejudicada peles arcaicos princípios burocráticos adotado na administração pública, aos quais não escapou o Ministério da Agricultura, hoje felizmente sob ação renovadora, orientando a sua política econômica, rumo ao campo, única solução aos problemas que nos afligem, quanto ao abastecimento da população”. (RELATÓRIO TER. FED. De P. P., 1946, p. 60 a 69.)
O relatório rico em informações de época retrata uma Ponta Porã cidade do sul do antigo grande Mato Grosso anterior à divisão do Estado, região que com a criação do Território Federal no Governo de Getúlio Vargas proporcionou certo desenvolvimento para o momento historiográfico relatado, enumeras foram as benfeitorias neste período construções de pontes, estradas e escolas.
O portão da Granja ficou na memória dos cidadãos mais antigos da cidade de Ponta Porã, principalmente dos habitantes da região sul do município, mas através da memória fotográfica e relatos documentais seguirá vívido este período histórico na memória sócio cultural da região de fronteira.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS:
CENTENO, Carla Villamaina. Educação e fronteira com o Paraguai na historiografia matogrossense (1870-1950). 2007. 257f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007.
ROCHA, Marcelo Pereira. AS INSTITUIÇÕES ESCOLARES NO PROJETO DE OCUPAÇÃO DA FRONTEIRA DO BRASIL COM O PARAGUAI: TERRITÓRIO FEDERAL DE PONTA PORÃ (1943 -1946). 2019. 250f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2019.
TERRITÓRIO FEDERAL DE PONTA PORÃ (EXTINTO) – RELATÓRIO Apresentado ao Exmo. Sr. Presidente da República, pelo Governador Dr. José Alves de Albuquerque. 1944-1945-1946. Ponta Porã 1946.

Pesquisa: Prof. Historiador Yhulds G. P. Bueno mestre Em desenvolvimento Regional e de sistemas Produtivos/UEMS. Membro Associado do Rotary Club Ponta Porã Pedro Juan Caballero – Guarani Distrito 4470.