Polícia apreende mais de 30 toneladas de produtos impróprios ao consumo no norte do Estado

 Mais de 30 toneladas de produtos de origem animal considerados impróprios ao consumo humano foram apreendidas em Costa Rica (MS) e região, durante uma operação realizada na semana passada pela Polícia Civil, através da DECON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo), MAPA (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento) e IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). 


Com o objetivo de combater os crimes contra as relações de consumo e ao trânsito e comércio irregulares de animais, produtos e subprodutos de origem animal, a DECON realizou de segunda-feira (24) até sexta-feira (28), fiscalizações em diversos estabelecimentos comerciais, especialmente em supermercados da região norte do Estado. 

Em Paraíso das Águas (MS) foram apreendidos 640 quilos de carnes, pescados e embutidos, que além de estarem acondicionados em temperatura inadequada, estavam a venda em estabelecimento que não tinha alvará sanitário. Já em Figueirão (MS) foram apreendidos 665 quilos de carne de origem clandestina.

No município de Costa Rica as apreensões de carnes e lingüiças realizadas durante as fiscalizações a estabelecimentos comerciais, totalizaram mais de 1 tonelada. Foram apreendidos ainda 343 quilos de peixes e mais de 90 litros de produtos lácteos. 

Um entreposto de produtos lácteos foi localizado durante a fiscalização em Costa Rica. No local eram fabricados queijo, tipo ralação, em péssimas condições de higiene, além de condições impróprias ao consumo humano da matéria prima adquirida, a qual era recebida com moscas, larvas, mofos e fungos. 

Durante a ação acompanhada pela Vigilância Sanitária Municipal foram tiradas de circulação no local mais de 27 toneladas de queijos. O proprietário do estabelecimento foi preso e autuado em flagrante na Delegacia de Polícia Civil do município, além de ser autuado pela Vigilância Sanitária local e pela Iagro. 

Os responsáveis pelos estabelecimentos que não foram autuados em flagrante, além de procedimento administrativo junto à Vigilância Sanitária Municipal e à Iagro, ainda poderão responder a inquérito policial, por crime contra as relações de consumo, com pena que varia de 2 a 5 anos de prisão. 

Todos os produtos apreendidos durante a operação foi destruído em aterros sanitários dos municípios de origem, com acompanhamento da Polícia Civil, Iagro e Vigilância Sanitária local.