Para driblar aluguel "astronômico", Três Lagoas vive boom imobiliário

Cidade onde o aluguel de uma quitinete chegou a custar mil reais por mês, Três Lagoas vive um boom de construções para abrigar os novos moradores, que não param de chegar ao município do Estado que mais cresce. Pelos quatro cantos, outdoors propagandeiam imóveis e terrenos para todos os gostos e bolsos.

De acordo com Márcia Lobato, da Imobiliária Matsumoto, as opções vão de R$ 110 mil, obra do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a R$ 1 milhão em condomínio fechado. Ela explica que o mercado vive fase de transição. “Nós temos os altos e baixos das fábricas”, afirma.

Na prática, isso quer dizer que já é possível encontrar aluguel de quitinete por R$ 500. No entanto, o mercado começa a se movimentar com a perspectiva de ampliação das fábricas de celulose.

“As pessoas se assustam com o valor do aluguel”, diz Márcia. Quem chega à cidade procura por locações nos valores, em média, entre R$ 800 a R$ 1.200. Com os valores inflacionados, ganha força a opção pela casa própria.

Os altos valores afugentam até quem vive de locações e venda de imóveis. Muitos corretores vêm de outras cidades, como do interior paulista e de Campo Grande, em busca de espaço no mercado imobiliário. Porém, acabam desistindo diante do alto custo para residir em Três Lagoas.

De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Luciano Dutra, o poder público investe na construção de casas. “Tem que baixar o aluguel. Está sacrificando o povo de Três Lagoas”, enfatiza. Em 13 anos, a população cresceu 38%. Em 2005, eram 79.059 habitantes. Em 2013,