Após denúncia, Thassila Natália Alvarenga, conhecida como Tata, de 12 anos, foi encontrada por volta das 20h no Shopping Campo Grande, localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, na Capital. Os familiares respiram mais aliviados com o seu retorno.
“Voltou tudo ao normal. Está tudo tranqüilo, agora. Encontraram minha filha batendo perna no shopping, rodou praticamente a cidade inteira a pé”, contou o leiloeiro do SBA (Sistema Brasileiro de Agronegócio) e pai da menina, Edilson Alvarenga.
Tata desapareceu no fim da tarde de sexta-feira (04), de sua casa, região central da cidade, depois de se desentender com a mãe. O pai explicou que uma amiga da família viu a adolescente andando pelo shopping acompanhada de um outro garoto da sua idade, e imediatamente, acionou a polícia.
Apreensão
Os policiais chegaram ao local à paisana, assim que identificaram a menina encaminharam o companheiro e ela para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. A garota contou que conseguiu ” se virar” com apenas R$ 14,00 que tinha no bolso e que encontrou o amigo por acaso, no shopping.
A filha chegou a fazer três ligações à família na sexta-feira, dizendo que estava bem, mas não voltaria. Ela teria aproveitado o tempo fora de casa para visitar a Orla Morena e dormiu no local, também foi ver os aviões decolarem do aeroporto localizado na Avenida Duque de Caxias, além de ter dormido no pátio de uma Igreja Evangélica, que fica na Mato Grosso. “Graças a Deus, o desfecho foi esse, ela correu muitos riscos”, diz aliviado o pai.

Exposição
Edilson Alvarenga contou que, a princípio, eles tinham receio em divulgar o desaparecimento da jovem, para evitar expor a família. “Relutamos para divulgar o caso, só colocamos no Facebook no sábado, depois das 16h. Acho que deveríamos ter divulgado antes, porque o sofrimento seria menor. Isso serve de alerta para os pais”, desabafou.
Para a família, o que realmente importa é que a menina está sã e salva. “Ela está arrependida, a investigadora conversou bastante para saber o que realmente aconteceu, se haviam adultos envolvidos, senão configuraria como crime. Ela não voltou antes porque estava com medo, mas sentiu falta da gente e da casa. Está tudo bem”, explicou o Edilson.