As novas revelações feitas pelo senador Delcídio do Amaral (PT) que envolvem membros do alto escalão do Governo Federal, aumentaram as pressões pela saída da presidente Dilma Rousseff (PT). E o PMDB está de malas prontas para deixar a base aliada, é o que revela o peemedebista sul-mato-grossense Carlos Marun (PMDB).
“O PMDB vai deixar o governo Dilma em no máximo 28 dias”, garantiu o deputado federal a representantes de movimentos populares, durante um encontro que aconteceu no fim da tarde da terça-feira (15), nas dependências do Congresso Nacional.
O sul-mato-grossense lembrou aos manifestantes que no último final de semana, durante a Convenção Nacional do partido, não houve nenhuma manifestação favorável ao governo Dilma.
“A posição do PMDB vai ser pelo rompimento com o governo. É necessários pressão em cima dos deputados do PMDB, e a voz das ruas claro que balança todo mundo aqui dentro desta Casa (Congresso Nacional)”, pontuou Marun.
O deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG) chegou a anunciar que assumiria o ministério da aviação civil, mas por uma pressão do partido, que chegou a ameaçar expulsão, o mineiro retrocedeu.
Marun garantiu que pelo menos metade da bancada peemedebista na Câmara Federal já é favorável ao rompimento com o governo Dilma e entrega dos cargos que ocupa, a expectativa, segundo ele, é convencer a maioria até meados de Abril, quando o partido se reunirá novamente para definir seu futuro no Governo Federal.
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