“Só quem sentiu na pele vai saber explicar o mal que as drogas fazem”. Com essa frase de desabafo, o jovem Claudinei da Silva Amaral, 29 anos, mostra que o sofrimento de quem usou entorpecentes por cerca de 15 anos e há apenas cinco meses está “limpo”. Durante a 16ª Semana Nacional Antidrogas, que termina dia 26 de junho, o Correio do Estado dá voz a quem tenta se livrar desse vício.
A publicação mostra a história de Claudinei, que conseguiu terminar o Ensino Médio através da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e trabalhou como pintor, serralheiro, na construção civil e sempre conseguiu sustentar o vício com seu trabalho. “Eu sempre trabalhei, nunca roubei nada, mas não conseguia parar de usar. Cheguei ao fundo do poço”.
Descriminalização não resolve problema
Aqueles que estão em fase de recuperação e também quem acompanha esse processo não acreditam que a legalização da maconha seja uma solução para o fim do tráfico ou redução no uso das drogas.
Augusto César Gonçalves, 42, está no Desafio Peniel há “quatro meses e 11 dias”, e está sem usar nenhum tipo de entorpecente há “quatro meses e 17 dias”, como ele mesmo conta. O que começou como uma curiosidade em experimentar a maconha, se transformou num vício monstruoso. “Eu sou contra a legalização. essa erva não foi feita para ser usada como vem sendo usada. Ela é a porta das outras drogas”, afirmou.