Agressor, que estava bêbado, foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis
Um caso grave de violência doméstica foi registrado em uma aldeia indígena localizada na região de Miranda. Mãe e filha foram vítimas de agressões físicas, ameaças e ofensas verbais por parte de um familiar, que também mantinha uma arma de fogo de forma irregular. O caso foi registrado neste sábado, 2.
De acordo com informações da Polícia Militar, a filha da vítima procurou ajuda após presenciar uma discussão entre sua mãe, que é cadeirante e possui deficiência visual total, e o companheiro dela.
A jovem tentou intervir em defesa da mãe, mas acabou sendo agredida fisicamente. Ela teve os cabelos puxados, foi jogada ao chão e sofreu uma mordida na mão, resultando em lesão em um dos dedos. Já a mãe teve um hematoma provocado por um aperto violento na mão.
Durante a madrugada, o agressor deixou a residência, mas retornou por volta das 6h30 do dia seguinte, arrombando a porta e fazendo novas ameaças. Segundo relato da filha, o homem prometeu atear fogo na casa e matar as duas mulheres, caso fosse denunciado.
Diante da situação, as vítimas deixaram a aldeia e buscaram ajuda na cidade. A equipe policial foi até o local acompanhada de um representante da Funai e encontrou o suspeito em visível estado de embriaguez
Durante buscas na casa, foi localizada uma espingarda de fabricação artesanal, aparentemente calibre .28, com nove cartuchos deflagrados. No veículo do homem, que estava no terreno da residência, foram encontradas duas munições intactas de calibre .38.
O autor foi encaminhado à delegacia sem lesões aparentes, enquanto a filha da vítima já havia passado por atendimento médico. A mãe permaneceu internada no hospital local, em observação.
A Polícia Civil investiga o caso, registrado como posse irregular de arma de fogo de uso permitido, ameaça, injúria e lesão corporal no contexto de violência doméstica.
Fonte: O Pantaneiro






