Craque do Barcelona revela que time não conseguiu se preparar para final da Copa do Rei após eliminação para Liverpool e deixa no ar possibilidade de virar técnico
Lionel Messi concedeu entrevista ao site da Fifa logo depois de ser eleito o melhor do mundo pela sexta vez na história. O craque do Barcelona passou a limpo alguns pontos da temporada passada, falou de sua rivalidade amigável com Cristiano Ronaldo e dedicou algumas palavras importantes sobre o futuro de Ansu Fati, a mais recente e badalada revelação o clube catalão.
A joia de 16 anos, nascida em Guiné-Bissau e naturalizada espanhola, já participou de cinco jogos na temporada (dois como titular), marcou dois gols e deu uma assistência. Ele se tornou o mais jovem a balançar as redes pelo Barça no Espanhol e também o mais jovem a vestir a camisa do clube na história dos Liga dos Campeões.
– Eu realmente gosto dele e tento ajudá-lo. Ele é um jogador incrível e tem o que é preciso para fazer sucesso. Mas gostaria que o colocassem gradualmente, como fizeram comigo quando comecei, levando as coisas numa boa e sem pressioná-lo. Vocês precisam lembrar que ele só tem 16 anos. Espero que continue gostando e que todo o barulho ao seu redor não tenha um impacto negativo, pois ele tem a qualidade para se tornar um dos melhores – disse Messi ao “Fifa.com”.
Veja outros pontos da entrevista abaixo, em que revelou falta de foco do Barcelona para a final da Copa do Rei após a eliminação para o Liverpool na Liga dos Campeões e também deixou no ar a possibilidade de virar técnico quando se aposentar.
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Temporada
Foi estranho. Estávamos tendo uma temporada fantástica como time e então numa partida tudo mudou (eliminação para o Liverpool). Foi uma decepção tão grande que simplesmente não demos importância ao título do Espanhol e ainda não nos preparamos bem para a final da Copa do Rei (derrota para o Valencia). Foi um golpe enorme para nós. Aquele jogo deixou sua marca numa temporada que era perfeita até então. Estávamos tão perto de chegar a outra final da Liga dos Campeões, mas acabou sendo uma temporada dolorosa para nós.
Por que surpreende a relação amigável com Cristiano Ronaldo?
Por causa da grande rivalidade esportiva que se desenvolveu entre nós ao longo dos últimos anos, porque um jogou pelo Barcelona e outro pelo Real Madrid, e porque vencemos prêmios individuais.
As pessoas talvez pensem que a rivalidade vai além do futebol, mas não. Nós dois queremos o melhor para os nossos times e nenhum de nós gosta de perder. É algo que não aceitamos. É por isso que há essa competitividade entre nós. O importante é que fique lá no campo.
Então agora você entende como Ronaldinho lhe tratou quando você começou…
Ronaldinho e (Frank) Rijkaard também, que era o treinador na época. Na verdade, eu diria que toda a equipe. Todo mundo me ajudou de uma maneira ou de outra, especialmente quando o treinador me deixava fora do time e costumava ficar irritado (risos). Agora estou mais velho, entendi que isso era a melhor coisa para mim e sempre serei grato a ele por isso. Inclusive já disse isso a ele. A maneira como ele me tratou foi realmente importante.
Lionel Scaloni como técnico permanente da Argentina
Ele é um treinador que tem as coisas claras em sua cabeça, que sabe assistir ao futebol, é bom no trabalho e sabe lidar com os jogadores. Acho que acertaram em dar a ele o emprego permanente e espaço e tempo que precisa para trabalhar na seleção.
Falando em Scaloni e olhando para Aimar, você se vê como técnico algum dia?
Eu sempre disse que não, mas nunca se sabe. Eu olho para eles e começo a pensar que gostaria de trabalhar com jovens, treiná-los e comandá-los, mas agora honestamente eu não vejo isso acontecendo. Pode acontecer ao longo dos próximos anos, no entanto. Eu não sei.
Pensa em encerrar a carreira na Argentina?
Sim, foi o que eu sempre disse, não? É um sonho de criança jogar com a camisa do Newell’s, embora eu não saiba se posso fazer isso acontecer. Mas isso não depende só de mim. Eu tenho três filhos.
Espanhol, Liga dos Campeões, Copa América. Qual é o principal objetivo nesta temporada?
Todos. Faz quatro anos que vencemos a Liga dos Campeões e queremos realmente vencê-la novamente. Sabemos, porém, que se não fizermos o trabalho no dia a dia não conseguiremos. E quanto à Copa América, estou realmente ansioso por ter a oportunidade de disputá-la mais uma vez. Estou muito empolgado com a Copa América deste ano.
