Mesmo com chuva recorde, Dourados não teve alagamentos, avalia Defesa Civil

A chuva acima da média dos últimos 35 anos que atingiu Dourados nos meses de janeiro e fevereiro deste ano não causou impacto de alagamentos em residências localizadas de bairros da periferia da cidade.

De acordo com boletim divulgado pela Embrapa Agropecuária Oeste, no mês de janeiro choveu em Dourados um total de 249 milímetros, quase 90 mm a mais do que o esperado para o mês. Já em fevereiro a precipitação foi de 166 mm, 66 mm acima da média. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado.

O coordenador da Defesa Civil de Dourados, João Vicente Chenkarek, informou que após os trabalhos preventivos, feitos na administração do prefeito Murilo, os alagamentos que antes eram crônicos em muitos bairros desapareceram.

“Prova disso é que mesmo com o excesso de chuva nos primeiros meses deste ano não houve alagamentos generalizados, como ocorriam antes. Houve apenas casos isolados, mas principalmente por falha estrutural das casas ou dos terrenos”, explicou.

Ele lembra que nos dois últimos anos a prefeitura vem realizando um trabalho de desobstrução e limpeza dos córregos e também de remoção de famílias de áreas de risco.

Chenkarek cita como exemplo o trabalho de limpeza e desobstrução do Córrego Água Boa, que passa pela Via Parque, na Vila Cachoeirinha. “O trabalho naquela região surtiu efeito positivo. Mesmo com tanta chuva neste ano não houve reclamações de alagamento na Vila Cachoeirinha como ocorria em anos anteriores. O trabalho foi muito bem feito e as famílias que viviam naquela área, considerada de risco, foram retiradas”, afirmou.

O mesmo serviço foi feito no Córrego Chico Viegas, no João Paulo II. Outros pontos de alagamentos no Jardim Caimã e Santa Maria também foram resolvidos pela atual administração com obra de tubulação e drenagem, executada naquela região.

ÁREA DE RISCO

O coordenador da Defesa Civil também lembra que a prefeitura está zerando o número de famílias que vivem em áreas de risco na cidade. Com intenso trabalho da atual administração, em dois anos o número de pessoas que viviam em moradias improvisadas em áreas ambientais ou com chances de alagamento caiu 90%.

Em 2011, 560 famílias, ou seja, 2.214 pessoas, viviam em áreas consideradas de risco. No ano passado o número caiu para 70 famílias. A maioria das famílias foi contemplada com casas populares nos conjuntos habitacionais entregues pelo prefeito desde 2011. Conforme lei federal, elas estão entre as prioritárias nos sorteios realizados pela prefeitura.

O último acampamento em área de risco, na Vila Mariana, deixará de existir quando as famílias forem instaladas nas casas do Residencial Harrison de Figueiredo I. O sorteio das quadras e lotes será nesta sexta-feira, dia 14. Após o sorteio, as famílias vão assinar os contratos com a Caixa Econômica Federal e logo em seguida será marcada a data para a entrega das chaves.