Na última segunda (26), a Justiça concedeu liberdade provisória a Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, que estava presa desde fevereiro de 2025. Ela e o ex-esposo, Edson Medeiros Ribeiro — que morreu em setembro do ano passado — são suspeitos de terem encomendado a morte do motorista de van Valdinei Marcos da Silva, sendo apontados como os mandantes da execução.
De acordo com as investigações, Alexandre Lanzoni, conhecido como “Mister Mato Grosso do Sul”, e o ex-policial José Adão Corrêa são apontados como coautores do crime.
O homicídio ocorreu no dia 9 de fevereiro de 2025, na rodovia BR-060, entre os municípios de Jardim e Bela Vista. Desde a prisão, Mara Isabel estava detida no Estabelecimento Penal Feminino da cidade de Rio Brilhante.
Conforme informações oficiais, o alvará de soltura foi expedido no dia 23 de janeiro de 2026. Na mesma data, também foi expedido o mandado de monitoramento eletrônico. Já no dia 26 de janeiro, foi emitido o termo que certifica a ativação da tornozeleira eletrônica, medida que passou a ser cumprida pela investigada após deixar o presídio.
Audiência e soltura
Na última semana, foi realizada mais uma audiência do caso. Na ocasião, o juiz substituto da 1ª Vara da Comarca de Jardim, Ricardo Achutti Poerner, decretou a liberdade provisória de Mara Isabel, entendendo que não havia mais necessidade da prisão preventiva após o encerramento da fase de instrução do processo.
A investigada foi colocada em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica e deverá cumprir medidas cautelares, como não se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, além de recolhimento no período noturno, dias de folga e feriados.
“Com relação à acusada Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, entendo que não se faz mais necessária a sua prisão com o encerramento da instrução, sobretudo porque a aplicação de medidas cautelares se mostra suficiente para evitar a prática de novas infrações penais, em especial pelo monitoramento eletrônico”, diz trecho da decisão judicial.
Já a defesa de Alexandre Lanzoni solicitou a liberdade provisória, pedido que foi negado pelo magistrado. Foi deferido apenas o pedido de transferência do réu para o presídio de Amambai.
“É necessária a manutenção da prisão preventiva do denunciado Alexandre Lanzoni, pois estão presentes os requisitos de garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Desta feita, indefiro o pedido defensivo”, destacou o juiz na decisão.
Com colaboração site MIdiamax






