Inflação explode e eleva custo de vida em Campo Grande

A compra no supermercado está duplamente mais cara: há dispêndio maior para se chegar ao local, em razão da alta dos combustíveis; e o desembolso no caixa também está mais pesado, por causa da inflação de produtos diversos, com destaque aos alimentos, que, em um mês, encareceram até 24%. Essas majorações, acrescidas de outras, como o aumento de 11,11% da tarifa de ônibus, 12,58% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e 9% das mensalidades escolares impactam fortemente no custo de vida das famílias campo-grandenses neste fim de ano e durante 2015. O agravante é que a evolução do salário mínimo não acompanhará o crescimento das despesas. 

Há duas semanas, teve início uma série de reajustes de produtos e serviços. O campo-grandense passou a pagar mais caro pela gasolina, diesel, etanol e tarifa de ônibus. Os dois primeiros itens foram majorados, respectivamente, em 3% e 5% para as refinarias, com repasses integrais e imediatos ao consumidor final. Já a passagem de ônibus passou de R$ 2,70 para R$ 3,00, alta de 11,11%. Apenas esses três reajustes elevam a inflação do grupo transportes para 2,24% em novembro, conforme cálculos do professor universitário Celso Correia de Souza, coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nepes) da Anhanguera-Uniderp. Essa conta não considera o aumento de 4,6% do preço do etanol para as distribuidoras, que deve refletir na bomba nos próximos dias. 

Esse grupo, o de transporte, com peso na inflação da Capital de 13,88%, foi o que apresentou a maior variação no mês passado (2,3%). Na ocasião, o Nepes, que calcula o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), verificou que a gasolina aumentara em 7,98%, o etanol em 1,87% e o automóvel novo em 1,62%. 

A reportagem de Osvaldo Júnior está na edição deste domingo (16) do jornal Correio do Estado.