Habitação e alimentação fazem inflação de fevereiro recuar






Setores da Habitação e Alimentação interferiram no recuo da inflação do segundo mês do ano, que apresentou queda de 0,87%, conforme medição realizada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Campo Grande, do Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Uniderp. O indicador é menor que o registrado em janeiro (1,47%) e em fevereiro de 2015, quando a inflação atingiu 1,38%.

 

Para Celso Correia de Souza, coordenador do NEPES, o comportamento de queda “sinaliza que a inflação do ano de 2016 pode ser bem menor do que a inflação acumulada em 2015, quando chegou a 11,41%”.

 

O grupo de Habitação foi o principal influente, que registrou inflação de 1,16%, e Alimentação, com índice de 1,06%. Segundo Celso, o grupo Habitação foi impactado pelo aumento do IPTU, que afetou o consumidor também em janeiro.

 

Já o grupo Alimentação, que influencia a inflação quase todos os meses, começou a baixar, com índice bem abaixo do ocorrido em janeiro deste ano, quando fechou em 1,34%. “Com a melhoria do clima a partir de abril, quando deve cessar a influência do El Niño, os produtos desse grupo tendem a ter preços estabilizados”, explicou.

 

Os grupos com maiores percentuais de contribuição para a inflação na capital foram: Habitação (0,37%), Alimentação (0,22%), Saúde (0,14%) e Despesas Pessoais, (0,11%).

 

INFLAÇÃO ACUMULADA

 

A inflação acumulada nos últimos doze meses em Campo Grande, recuou para 10,51%, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5% e do centro da meta, de 4,5%. Neste período, as maiores inflações acumuladas na capital ocorrem com os grupos Alimentação, com 15,78%; Habitação, com 12,82%; e Educação, com 12,53%.

 

 

Nos dois primeiros meses do ano, a inflação acumulada foi de 2,35%. Os maiores índices, por grupo, foram: Educação, com 10,01%; Saúde, com 2,86%; Habitação, com 2,46%; e Alimentação, com 2,41%.


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