Guerra entre facções criminosas acelera ocupação de presídios federais

THIAGO GOMES

A crise penitenciária que alastra pelos presídios de vários estados, fomentada pela disputa entre facções criminosas que agem dentro desses estabelecimentos, está forçando o governo a acelerar a ocupação dos presídios federais, entre eles o de Campo Grande. Nas últimas semanas, a alternativa tem sido a transferência emergencial de lideranças negativas das unidades estaduais para isolamentos em presídios do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), como as que estão comandando as rebeliões e mortes no Amazonas, Acre e Rio Grande do Norte.

Hoje são quatro presídios de segurança máxima no País – Catanduvas (PR), Campo Grande, Mossoró (RN) e Porto Velho (RO) -, utilizados como instrumentos contributivos no contexto nacional da segurança pública, a partir do momento em que isola os presos considerados mais perigosos do País. Cada um tem capacidade para 208 detentos, em celas individuais e em regime disciplinar diferenciado.

De acordo com informações do Depen, Campo Grande tem hoje 139 detentos, com uma disponibilidade de 69 vagas para novas movimentações em resposta à crise penitenciária. Há previsão de que novas remoções aconteçam nos próximos dias, em decorrência de enfrentamentos como o que ocorreu no domingo, no Rio Grande do Norte, com 26 mortos.