Gasto de R$ 7,4 milhões com alimentação de servidores de secretaria é apurado

O contrato milionário entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e a empresa Real Food Alimentação Ltda, mesmo que não renovado no início deste mês, é alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE). A contratação que consumiu R$ 7,4 milhões dos cofres da prefeitura foi feita para fornecimento de alimentação aos servidores da Sesau.

Conforme o publicado na edição desta quarta-feira (29) do MPE, o promotor Thalys Franklyn Souza, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social abriu o inquérito civil para apurar tanto os contratos quanto os termos aditivos firmados no decorrer dos últimos anos.

O último contrato entre a Real Food e a Sesau foi firmado em 2010. A empresa foi contratada para fornecer marmitas e self-service aos funcionários. De lá para cá, pelo menos seis termos aditivos foram firmados e o valor global do contrato chegou a R$ 7.432.500 milhões.

O último aditivo do contrato foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) em outubro do ano passado. Na época, a vigência da contratação só expiraria em novembro deste ano.

No entanto, depois de uma série de reclamações de servidores com relação à qualidade do alimento, que foram intensificadas no mês passado, a prefeitura decidiu cancelar o contrato. Servidores chegaram a ficar sem alimentação por alguns dias.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, atualmente nenhuma nova empresa foi contratada para fornecer a alimentação. Com isso, servidores da Sesau levam comida para o trabalho e precisam “se virar” com o almoço.

Com a abertura do inquérito, a prefeitura deve ser notificada e deverá prestar esclarecimentos ao MPE.

Fonte: Correio do Estado