Fahd Jamil paga fiança de quase R$ 1 milhão e aguarda aval do juiz para prisão domiciliar

Fahd Jamil, finalmente, conseguiu pagar fiança de R$ 990 mil para cumprir prisão domiciliar. No entanto, ainda aguarda aval do juiz para liberação.

O valor que equivale a 900 salários mínimos foi obtido seis dias após a decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande.

Conforme o advogado de defesa de Fahd, André Borges, o que falta é o aval do juiz para a Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

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“Ele conseguiu, a fiança foi paga na parte da manhã. Ele não saiu ainda. O que está dependendo é o juiz mandar um ofício ou documento confirmando a prisão domiciliar e determinando a instalação da tornozeleira”, explica.  

O pedido da prisão domiciliar foi sob alegação de que o acusado tem saúde debilitada, no qual, necessita de cuidados especiais.

Fahd Jamil será monitorado por tornozeleira eletrônica e também não poderá se ausentar de Campo Grande sem autorização prévia da Justiça, a não ser para atendimentos médicos.

Além disso, deve entregar o passaporte e está proibido de manter contato com testemunhas ou demais réus de todos os processos originados da Operação Omertà.

No 150° de prisão domiciliar, o acusado será encaminhado para reavaliação médica no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

Crimes

Também conhecido como ‘Rei da Fronteira’, Fahd está preso desde 19 de abril acusado de vários crimes. Ele foi alvo da terceira fase da Operação Omertà.

O grupo de Fahd Jamil mantinha na Fazenda Três Cochilhas, em Ponta Porã, uma espécie de quartel-general da pistolagem.  

Além disso, o assassinato do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, que ocorreu em 11 de junho de 2018, é o crime que expõe a aliança entre o que os investigadores chamam de organizações criminosas de Jamil Name e de Fahd Jamil.  

O grupo de Fahd Jamil também teria executado o pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), em abril de 2016, e Orlando da Silva Fernandes (o Bomba) em outubro de 2018.

Fonte: Izabela Cavalcanti – Correio do Estado