MS passou a aplicar a vacina após constatar epidemia de chikungunya
Com Dourados sendo o epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul, a prefeitura do município, distante 226 quilômetros de Campo Grande, optou por não falar sobre a decisão do Ministério da Saúde de suspender a QDenga, vacina contra dengue produzida pelo Instituto Butantan. O Estado passou a aplicar a vacina após constatar epidemia de chikungunya.
Conforme informado pela assessoria de imprensa, “a Prefeitura de Dourados não vai comentar a decisão do Ministério da Saúde”. A suspensão foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa realizada no início da tarde desta segunda-feira (8).
Conforme o ministro, foram identificadas 42 reações severas em pessoas que receberam a vacina. Houve, ainda, três mortes entre os casos registrados, porém sem confirmação da relação direta da aplicação da vacina com os óbitos. De acordo com a determinação do Ministério da Saúde, a suspensão ficará vigente até que ocorram todas as investigações.
Epicentro da chikungunya
Considerado o epicentro da chikungunya no país, Mato Grosso do Sul concentra 61,1% das 36 mortes registradas nacionalmente em 2026. O Estado também acumula 12.864 notificações da doença. A vacina contra dengue passou a ser aplicada em MS após a alta incidência de casos.
Das 22 mortes confirmadas em Mato Grosso do Sul, 14 ocorreram em Dourados. Na sequência, aparecem Bonito e Jardim, com dois óbitos cada. Fátima do Sul, Guia Lopes da Laguna, Douradina e Itaporã registraram uma morte cada.
Dourados chega a 14 mortes
Somente Dourados responde por 38,9% dos óbitos do Brasil e por 63,6% das mortes registradas em território sul-mato-grossense. Neste ano, o município contabilizou 9.333 notificações de chikungunya. Desse total, 4.951 casos são considerados prováveis, 4.545 foram confirmados, 406 seguem em investigação e 4.382 foram descartados, conforme o boletim epidemiológico divulgado na última sexta-feira (5).
Atualmente, 29 pacientes permanecem internados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade dos exames é de 50%, indicando que metade das pessoas testadas com sintomas teve diagnóstico confirmado de chikungunya.
Dos 14 óbitos registrados em Dourados, dez ocorreram entre indígenas. Entre as vítimas estão três bebês — de 48 dias, um mês e três meses de idade —, uma criança de 12 anos e dez adultos, em sua maioria idosos, com idades entre 29 e 82 anos.






