Empresa acusada de esquema que envolve fraude e desvios na compras de tornozeleiras eletrônicos no Rio de Janeiro está com equipamentos em teste em Mato Grosso do Sul. A investigação sobre irregularidades foi feita pelo Ministério Público Estadual carioca e resultou em ação de improbidade administrativa ajuizada em 24 de janeiro na 7ª Vara de Fazenda Pública, enquanto o resultado da licitação no Estado foi dado antes.
A investigação apontou que R$ 1,4 milhão foi repassado sem contrato para consórcio liderado pela Synergye Tecnologia da Informação Ltda. O caso envolve também quatro ex-funcionários públicos que manipularam termos dos aditivos do contrato original. Em 2012 e 2013 houve também fraude na apresentação de pesquisa de preços para renovação do convênio.
No Estado, a Synergye Tecnologia da Informação venceu a concorrência por apresentar o menor preço para oferecer até 2 mil tornozeleiras para aluguel. O valor unitário indicado foi de R$ 230.
O contrato com a empresa ainda está sob avaliação porque na modalidade tomada de preço, que foi organizada pela Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD) para a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), depende da realização de testes para verificar se os equipamentos funcionam e atendem demanda.
No começo de fevereiro foram entregues tornozeleiras que passaram a ser avaliadas por equipe da Agepen. Antes um pouco, em 13 de janeiro, o diretor-presidente da empresa, Marcelo Ribeiro de Almeida, veio a Campo Grande para fazer uma apresentação do sistema. Em 24 do mês passado, o MPE do Rio o acusou de prática de fraude e peculato junto com outras quatro pessoas, estas servidoras estaduais.
Pela concorrência disputada, a Agepen só pagaria pelo equipamento que fosse utilizado e seria mantido um estoque controlado pela agência. A avaliação do equipamento deve ser concluída entre março e abril deste ano.
OUTRO LADO
O secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, argumentou que o governo do Estado realizou uma ata de registro de preço, por isso não há o compromisso da compra das tornozeleiras.
Ele explicou que toda a documentação solicitada foi apresentada pela Synergye Tecnologia da Informação. “A amostra está sob avaliação. Importante mencionar que até o momento não há impedimento (legal), não há nada que desabone (a empresa)”, afirmou.
O titular da SAD ponderou que o preço obtido para o aluguel estaria entre os menores do Brasil também, de R$ 230. No Rio de Janeiro, o valor cobrado era de R$ 660 por tornozeleira.
Carlos Alberto Santos, diretor-executivo da empresa, atendeu a reportagem por telefone e defendeu que não há condenação contra o grupo. Ele detalhou que a defesa prévia foi apresentada à Justiça Estadual do Rio de Janeiro.
“Não há problema para que a empresa possa participar de licitações. Ela precisa ser declarada inidônea (o que não aconteceu). Não há qualquer decisão (judicial). Fomos alvos de investigação e vamos provar nossa inocência”, assertou Santos.
Empresa acusada de esquema que envolve fraude e desvios na compras de tornozeleiras eletrônicos no Rio de Janeiro está com equipamentos em teste em Mato Grosso do Sul. A investigação sobre irregularidades foi feita pelo Ministério Público Estadual carioca e resultou em ação de improbidade administrativa ajuizada em 24 de janeiro na 7ª Vara de Fazenda Pública, enquanto o resultado da licitação no Estado foi dado antes.
A investigação apontou que R$ 1,4 milhão foi repassado sem contrato para consórcio liderado pela Synergye Tecnologia da Informação Ltda. O caso envolve também quatro ex-funcionários públicos que manipularam termos dos aditivos do contrato original. Em 2012 e 2013 houve também fraude na apresentação de pesquisa de preços para renovação do convênio.
No Estado, a Synergye Tecnologia da Informação venceu a concorrência por apresentar o menor preço para oferecer até 2 mil tornozeleiras para aluguel. O valor unitário indicado foi de R$ 230.
O contrato com a empresa ainda está sob avaliação porque na modalidade tomada de preço, que foi organizada pela Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD) para a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), depende da realização de testes para verificar se os equipamentos funcionam e atendem demanda.
No começo de fevereiro foram entregues tornozeleiras que passaram a ser avaliadas por equipe da Agepen. Antes um pouco, em 13 de janeiro, o diretor-presidente da empresa, Marcelo Ribeiro de Almeida, veio a Campo Grande para fazer uma apresentação do sistema. Em 24 do mês passado, o MPE do Rio o acusou de prática de fraude e peculato junto com outras quatro pessoas, estas servidoras estaduais.
Pela concorrência disputada, a Agepen só pagaria pelo equipamento que fosse utilizado e seria mantido um estoque controlado pela agência. A avaliação do equipamento deve ser concluída entre março e abril deste ano.
OUTRO LADO
O secretário de Estado de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, argumentou que o governo do Estado realizou uma ata de registro de preço, por isso não há o compromisso da compra das tornozeleiras.
Ele explicou que toda a documentação solicitada foi apresentada pela Synergye Tecnologia da Informação. “A amostra está sob avaliação. Importante mencionar que até o momento não há impedimento (legal), não há nada que desabone (a empresa)”, afirmou.
O titular da SAD ponderou que o preço obtido para o aluguel estaria entre os menores do Brasil também, de R$ 230. No Rio de Janeiro, o valor cobrado era de R$ 660 por tornozeleira.
Carlos Alberto Santos, diretor-executivo da empresa, atendeu a reportagem por telefone e defendeu que não há condenação contra o grupo. Ele detalhou que a defesa prévia foi apresentada à Justiça Estadual do Rio de Janeiro.
“Não há problema para que a empresa possa participar de licitações. Ela precisa ser declarada inidônea (o que não aconteceu). Não há qualquer decisão (judicial). Fomos alvos de investigação e vamos provar nossa inocência”, assertou Santos.
RODOLFO CÉSAR
