A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação do Estado de Mato Grosso do Sul), entidade que representa 25 mil trabalhadores em Educação de todo o estado, e seus 72 sindicatos filiados, está nesta manhã de terça-feira (11), na Câmara Municipal, em apoio a ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação), que cobra do Executivo o reajuste de 8,46%, acordado há dois anos.
Sem o pagamento do reajuste e sem prazo real para efetivação do mesmo, os professores mais uma vez tomaram a Câmara e cobram dos vereadores uma solução para o impasse que levou a categoria a decretar greve.
Já são 5 dias de paralisação e 60% das escolas fechadas. Os professores estão tentando negociar, contudo o Executivo não apresentou nenhuma proposta que satisfaça a categoria. No último sábado (8), o prefeito Gilmar Olarte (PP) propôs de fazer o pagamento do reajuste de 8,46% fracionado em parcelas de 1% ao mês. Em assembleia, realizada na tarde de ontem os professores rejeitaram a proposta e votaram pela continuidade da paralisação.
Além de todo o impasse, agora a prefeitura está pressionado os professores convocados a voltarem para a sala de aula. “Os professores convocados estão sendo pressionados a não parar e decidimos que a greve continua. Forçados ou não, que está em sala de aula está desconfortável com essa situação. Queremos uma solução!”, disse Geraldo Gonçalves, na Tribuna da Câmara.
Solidário a ACP, o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, diz que é inadmissível os professores passarem por qualquer tipo de constrangimento por estarem lutando por direitos já conquistados. “É muito importante a categoria estar unida e fortalecida para que conquistas não sejam perdidas. Os(as) professores(as) da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande obtiveram um grande avanço quando conseguiram garantir o pagamento do Piso Salarial por 20 horas, regulamentado por meio de lei, na administração passada da Prefeitura Municipal. Não concordamos que, em virtude da mudança de gestor público, a legislação não seja cumprida corretamente, conforme foi acordado à época. Os profissionais da Educação não podem pagar o ônus da mudança de gestores do poder público. Para nós, o que está em lei deve ser cumprido, conforme determina a Constituição Brasileira”, frisa.
Aulão
Na tarde de hoje, às 14 horas, a categoria prepara um aulão a céu aberto, na Rua 14 de Julho com a Avenida Afonso Pena. “Vamos para a rua dar aula. Montar toda a estrutura de uma sala de aula e mostrar que nós (professores) queremos trabalhar. Mas exigimos a solução desse problema, vamos manter a greve”, afirma Geraldo.
Integralizar
Geraldo ainda diz que uma nova audiência deve acontecer entre a prefeitura e os docentes, e a categoria se propõe a aceitar o parcelamento em duas vezes, desde que o pagamento seja feito de forma integral e atinja 100% do piso nacional, para 20 horas. O que faria com que a remuneração inicial passasse de R$ 1.564 para R$ 1.697 (100% do piso nacional).
Azael Júnior, Karina Vilas Boas e Mayara Sá