Além de descobrir como chegar às belezas de Mato Grosso do Sul, a história dessas duas é uma lição sobre como é bom se livrar das armaduras.
Quantas vezes você pensou antes de encarar uma aventura? As jornalistas Mariana Castelar e Thayara Barbosa não pensaram duas vezes. Dispostas a serem livres e aproveitarem um pouco mais da natureza presente em Mato Grosso do Sul, as amigas criaram um projeto para conciliar a vida profissional com a rotina de cachoeiras, trilhas e caminhadas, sem precisar investir muito em um passeio.
Sem muito romantismo, a história de amizade dessas duas tem menos de duas semanas e o projeto “Elas Trilham” foi criado dentro de sete dias. Uma relação que levou a dupla a colocar o pé na estrada e descobrir como é bom abrir o coração para novas amizades, provando que ser humano não precisa de 100% compatibilidade em tudo.
Além de descobrir como cada cantinho de Mato Grosso do Sul é lindo, as amigas deram de cara com o autoconhecimento. “Esse ano foi bem difícil para mim. Me separei depois de anos e pela primeira vez estou me conhecendo. Em uma semana de amizade, Mariana me levou do rock ao pagode, e olha que eu nunca tinha ido ao pagode na vida”, conta Thayara, de 30 anos.
Com quem anda de coração aberto e topa qualquer passeio, foi numa conversa pela rede social que as duas decidiram encarar um passeio. “Eu vi no Instagram dela fotos de cachoeira, rapel e outras aventuras que eu amo, mas nunca arranjo companhia. Perguntei se ela toparia o passeio e ela disse vamos na hora”, diz Mariana.
O primeiro roteiro escolhido foi uma trilha em Furnas do Dionísio. Mas ao invés de pagar um pacote, que custa cerca de R$ 90,00, as amigas resolveram se aventurar com o trajeto em mãos. “O grupo cobra um valor que pode sair muito menor se você for de forma independente. E a ideia é justamente mostrar opções mais econômicas em passeios que ficam bem pertinho da cidade”.
A primeira parada, na última semana, tem cenários que justificam todo o esforço físico. “Fizemos a trilha do Bicho Papão, com direito a mata fechada, grandes formigueiros, mas uma cachoeira maravilhosa para lavar a alma”.


