Gizele Almeida
Previsto para ser entregue inicialmente em outubro de 2013, o Aquário do Pantanal – Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira de Campo Grande- teve a obra paralisada mais uma vez. A construção já recebeu o investimento total de R$ 123,46 mi, sendo R$ 39,46 milhões a mais do que o previsto inicialmente –R$ 84 mi-.
O local que já era para estar aberto a visitação a anos e ser uma “marca do pantanal”, conta com infiltrações, vidros quebrados, ferrugem na estrutura e serviços inacabados.
Equipamentos de climatização estão expostos no local. Placas de vidros trincadas e forro inacabado também demonstram o abandono, conforme mostrado pelo jornal Correio do Estado desta segunda-feira.
A obra foi iniciada no mesmo ano do seu lançamento (2011) e foi paralisada por diversas vezes.
Problemas de suspensão de contratos também fazem parte da “novela” do Aquário do Pantanal. Em 2015 empresas responsáveis pela obra civil e estacionamento tiveram a atuação cancelada.
Em outubro do mesmo ano, o MPE (Ministério Público Estadual) abriu inquérito para apurar a morte de milhares de peixes que habitariam o Aquário Pantanal. Na investigação, a 26 ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente realizaria levantamentos quanto ao licenciamento ambiental da obra.
Levantamento apontava na época que 12 mil exemplares de peixes morreram.
O governador Reinaldo Azambuja desde que assumiu o comando do Estado em 2015, tem prometido a entrega da obra, o que não se concretiza. Em suas declarações, ele costuma citar que há “esforços do Governo do Estado para concluir a obra com segurança jurídica e sem desperdício do dinheiro público”.
O Dourados News entrou em contato com a assessoria de imprensa do Governo do Estado para mais informações sobre a nova suspensão das obras, data para retomada e novos investimentos no local. O posicionamento foi de um retorno com os detalhes para a manhã desta terça-feira (14).
O Aquário
Após sua conclusão, o Aquário do Pantanal será o maior da categoria água doce do mundo. O reservatório de 6.2 mi de água abrigará mais de 200 espécies de peixes.
No local, haverá ainda um hall com 32 painéis interativos ao público, centro de pesquisa sobre a diversidade pantaneira, biblioteca, lanchonetes, simulador de passeio virtual ao Pantanal e uma passarela suspensa de visitação.
A capacidade é para 20 mil visitantes por dia.
