O jovem Dhyonatan Celestrino, de 23 anos, nacionalmente conhecido como Maníaco da Cruz por assassinar cruelmente três pessoas em 2008, deve passar por avaliação médica nesta quinta-feira (1°), em Campo Grande.
Na tarde de terça-feira (29), ele foi levado para atendimento no Caps (Centro de Atenção Psicossocial ) do Aero Rancho por apresentar comportamento confuso depois de uma “greve de fome” – recusou a janta do dia anterior, o almoço e as medicações controladas. Há dez dias ele chegou a agredir um agente durante surto psicótico que foi rapidamente controlado.
Segundo Ailton Stropa Garcia, diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por volta das 02h00 da madrugada de quarta-feira o rapaz foi reconduzido, mediante escolta policial, para a cela isolada onde encontra-se recolhido no Instituto Penal da Capital.
“Ele foi levado para o Caps a pedido da médica que o acompanha. Recebeu todo o atendimento necessário no Caps e foi levado de volta para o presídio”, explicou. Nesta quinta-feira, o assassino em série será novamente submetido a avaliação em caráter preventivo. “Esperamos que não haja mais nada de errado”, pontuou Garcia.
O jovem foi apreendido em 2008 ainda quando adolescente, depois de matar três pessoas na cidade de Rio Brilhante, onde residia. Depois de tirar a vida das vítimas, deixava os corpos em formato de cruz, motivo pelo qual recebeu o conhecido apelido. O jovem ficou recolhido na Unei (Unidade Educacional de Internação) de Ponta Porã até completar os 21 anos.
No entanto, ao invés de ter a liberdade concedida, foi diagnosticado como portador de transtornos psiquiátricos e por esta razão continua na cadeia, por força de uma interdição judicial – não tem condições de voltar ao convívio social neste momento, e por esta razão fica sob tutela do estado. Garcia afirma que a Agepen tem buscado uma clínica adequada para interná-lo fora de Mato Grosso do Sul, mas até o momento todas as negociações fracassaram.
“Por enquanto vamos abrigando o rapaz. Temos esperança de encontrar uma clínica adequada para ele. Até lá, vamos absorvendo todas as situações que ele nos causa. A cada 90 dias ele passa por avaliação psicológica e, se por acaso o resultado mostrar melhora, ele pode ser solto se o juiz entender que não leva risco à sociedade”, completou.
Fonte: Correio do Estado