Dois irmãos de 4 e 7 anos sofreram maus tratos por parte dos avós maternos e a mãe, no bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, em Campo Grande. Imagens mostram hematomas nas pernas de um dos menores causados durante agressões. Em uma delas é possível ver um ferimento com sangue. As crianças ficavam na casa dos avós, enquanto a mãe trabalhava.
De acordo com informação da delegada titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Fernanda Félix um inquérito será instaurado nesta semana com todas as partes envolvidas. O Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) pediu 45 dias para entregar o relatório completo sobre as agressões.
Ainda segundo ela as duas crianças passaram por atendimento psicossocial, o menino de 4 anos não conseguiu falar nada por conta da idade, já a menina confirmou que a agressão por parte da avó.
A menina disse que já apanhou de pedaço de pau, lixa de pé e cinto. Questionada sobre o motivo das agressões, a menina disse à psicóloga que “tinha que ficar o dia todo sentada, quietinha”.
O pai das crianças, o vendedor de 35 anos, é separado da mãe das crianças há a oito meses e registrou um boletim de ocorrência no dia 21 de março por maus-tratos. Até o dia 4 de abril, as crianças estavam com medidas protetivas de urgência. Nesse período o casal ficou sob a responsabilidade do pai, mas quando a medida foi indeferida o pai relata que a mãe invadiu a casa da babá e levou as crianças, desde então ele luta na justiça pela guarda dos filhos.
Além dos relatos de maus-tratos por parte da avó, o registro policial relata agressões do tio das crianças. A menina disse ao pai que sofria beliscões e puxões de cabelo, já o irmão era colocado de cabeça para baixo. O avô das crianças, com quem elas passam a maior parte do tempo tem sete ocorrências por violência doméstica.
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