Conselho de presidentes da FETEMS fortalece Assembleias Municipais que serão realizadas nesta terça-feira

O debate sobre o reajuste salarial dos professores continua até o dia 12, quando uma decisão final será tomada.

 

Os presidentes dos 73 sindicatos filiados a Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul (FETEMS) e a direção da entidade se reuniram, na tarde desta segunda-feira (9), na sede da Federação, em Campo Grande, para debater a proposta apresentada pelo Governo do Estado sobre o reajuste do piso dos professores da Rede Estadual de Ensino.

Na ocasião os dirigentes debateram o documento que será repassado nesta terça-feira (10), às 16hs, nas Assembleias Municipais, em todos os sindicatos de base da Federação. Na ocasião serão eleitos os delegados que participaram da Assembleia Geral da entidade, no próximo dia 12, às 9hs, que será quando a categoria irá definir se acata ou não a proposta salarial apresentada pelo Governo.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, os presidentes saíram conscientes do cenário de negociação e a decisão está nas mãos da categoria. “A FETEMS é uma entidade democrática, cabe a nossa categoria, filiados e filiadas, decidirem se acatam ou não questões como a proposta de reajuste apresentada pelo Governo, espero que todos estejam presentes nos fóruns de debate e consigam expor sua opinião. No próximo dia 12 nós saberemos se iniciamos ou não as aulas em MS”, afirma.

Na ocasião Roberto Botareli também esclareceu questões sobre a situação dos convocados de MS. “Nós não somos contra os convocados, somos sim contra a falta de direitos e garantias de uma carreira digna, por isso defendemos a efetivação dos nossos educadores, queremos mais concursos públicos e segurança de que cada dia mais os nossos trabalhadores em educação possam ter uma carreira sólida”, disse.

Sobre o isso o presidente explicou que quando MS tinha 360 mil alunos na Rede Estadual, alguns anos atrás, trabalhava com seis mil convocados. Em 2014, com 260 mil alunos, o estado trabalhava com 10.900 convocados. “No ano passado tínhamos 260 mil alunos e o Estado trabalhou com 10.900 convocados, agora fica a pergunta, se tínhamos o ano passado, 100 mil alunos a menos, como se explica esse aumento de convocações? É simples, a grande maioria, infelizmente, estava fora de sala de aula, fora da legislação, cedidos para assessorias, para cargos de confiança, entre outras funções e o dinheiro da educação indo para o ralo. Isso que não admitiremos”, afirma.

Proposta apresentada pelo Governo

 

Entre os pontos apresentados pelo poder público estadual está o cumprimento dos 13,01% do reajuste do Piso Salarial Nacional, na folha de fevereiro, retroativo a janeiro de 2015. Criação de Comissão que irá debater a aplicação dos 10,98% restantes, garantidos na Lei 4.464/2013 e aplicação do piso nacional por 20 horas, até 2018, como prevê a meta 17 do Plano Nacional de Educação.