Com nomeação mantida por Bolsonaro, Marun diz que é alvo de ‘manifestações de ódio e inveja’

Vice-presidente, General Mourão falou em imoralidade

Depois de ver sua nomeação no conselho administrativo de Itaipu ser questionada por interlocutores do novo Governo, o ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun (MDB) comentou a decisão do presidente recém-empossado Jair Bolsonaro (PSL) de o manter no cargo, que lhe renderá salário de R$ 27 mil.

A nomeação, feita nos últimos dias do governo Michel Temer (MDB), foi criticada pelo vice-presidente, General Mourão (PSL), que a classificou como uma espécie de “prêmio” e, em sua avaliação, apesar de legal, antiética. “Todo mundo sabe que o ex-presidente fez isso como um prêmio”, disse Mourão na quarta-feira (2).

Com a nomeação, embora criticada, mantida, Marun lista seu currículo, diz que a decisão foi acertada e que Bolsonaro o fez por conhecer seu caráter. “Hoje, o presidente Bolsonaro, com quem tive momentos de convergência e divergência, mas que conhece meu caráter, decidiu não rever o ato do Presidente Temer”, disse.

Marun também se diz alvo de “manifestações eivadas de ódio e inveja””, inclusive de sul-mato-grossenses “que nada fizeram pelo estado” e que agora, em sua visão, tentam sabotar o quer chamou de “nossa conquista”.

“Não me abalo com isto. Tenho uma vida limpa, preciso trabalhar. Conheço Itaipu há 40 anos, desde a sua construção que visitei como estagiário de Engenharia e tenho conhecimento suficiente para prestar no exercício desta função novos e relevantes serviços ao Brasil e a Mato Grosso do Sul”.