Apesar da situação, diretor da Agepen diz que Estado toma medidas para evitar motim similar ao que ocorreu em Manaus
Devido à rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim que resultou na morte de 60 detentos em Manaus, o Governo Federal se posicionou informando que repassará novos recursos para a construção de presídios em todos os estados. Conforme o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) Ailton Stropa, Mato Grosso do Sul deve receber no dia 18 de janeiro novos repasses.
Stropa informa que ainda não tem o valor do montante, mas que deve ser o mesmo número já repassado em dezembro pela União. Conforme já divulgado pela assessoria do governo estadual, o Estado recebeu R$ 54 milhões do Fundo Penitenciário Nacional. Do total, mais de R$ 31 milhões serão destinados à construção de estabelecimentos penais e os outros 22 milhões vão reforçar o aparelhamento do sistema.
“Nós vamos construir dois novos presídios em Dourados com a verba que veio, um presídio em Corumbá, e agora vamos ver essa verba liberada dia 18 e programar mais presídios de acordo com a verba”, disse Stropa.
Mato Grosso do Sul é um dos estados que, assim como o resto do país, possui superlotação carcerária e condições problemáticas nos presídios. Hoje, os estabelecimentos penais do Estado têm o dobro da capacidade permitida de detentos.
“Trabalhamos com dificuldades de superlotação, mas procuramos dar escolas, cursos profissionalizantes, o atendimento de saúde é bastante operante, agora claro, o Estado trabalha com dificuldades, fruto da não aplicação de recursos pela União durante muitos anos”, disse o diretor-presidente.
Segundo Stropa, Mato Grosso do Sul prende mais que a média nacional por ser rota de tráfico, devido à fronteira com dois países e cinco unidades federativas. Quase sete mil presos são oriundos do tráfico internacional de drogas. Hoje, o índice de prisão no Estado é de 600 detentos por 100 mil habitantes, a média do país é de 300.
Apesar do cenário, Stropa explica que a Agepen adota medidas para evitar que um motim semelhante ao que ocorreu em Manaus ocorra em MS. Conforme ele, “trabalhamos de forma preventiva com nossa gerência de inteligência, procurando antecipar, acompanhando as ocorrências do sistema, e trabalhamos preparados pra dar resposta efetiva e imediata”, disse.
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