Com chegada da quaresma, aumento na procura de peixe resulta em pescado mais caro; Veja

Com a chegada da quaresma um item começa a aparecer com mais frequência na mesa da população, principalmente entre os católicos : o peixe. O problema é que o aumento na procura pode provocar também outro aumento – o dos preços. Por isso, tem gente que prefere garantir o estoque, antes da semana santa. Com isso, o movimento nas peixarias já começou a aumentar.

O volume de vendas chega a ser 30% maior neste período em relação aos meses comuns. Próximo a sexta-feira santa o aumento chega a 70%. No primeiro dia da quaresma a movimentação nas peixarias mostra que as donas de casa estão de olho no preço do peixe. Tem consumidor que não dispensa a tradição e já sabe o que vai comprar, tem até receita pronta.

“Eu gosto de ensopado, você põe todo o tempero”, diz a dona de casa, Idalina Souza.

O aposentado Antônio Souza diz que ele não fica sem peixe nessa época do ano e que cumpre o costume católico.

“Tem que levar logo”, diz Antônio.

O comerciante que já está no mercado há quase 40 anos diz que as compras do pescado são feitas com antecedência, assim ele consegue um preço melhor e não há risco de faltar peixe nesse período. 

“A safra do peixe em Amazonas, no Pará normalmente começa em agosto e setembro e vai até novembro e dezembro, então é a época que tem peixe com mais ambundancia e com preço mais interessante, é a época que a gente começa comprar e estocar, porque se eu for comprar agora em janeiro o preço já vai estar de 20 a 30% mais caro”, diz o empresário, Cleuber Linares.

Em uma das peixarias mais movimentadas de Campo Grande, os peixes preferidos pela dona de casa são, o pacu, o filé de pintado  e o filé de pintado do Pará que tem um preço mais acessível.

A Organização Mundial da Saúde orienta que as pessoas devam comer pelo menos 12 quilos de peixe por ano, mas os brasileiros comem apenas nove quilos e a população do centro –oeste tem uma estatística ainda pior, comemos apenas 1,5 de peixe.

No balcão da peixaria, os preços variam de R$ 46,90 o quilo do salmon que não é tão vendido, mas que nessa época pode rechear a mesa da dona de casa. Os peixes de água doce são os que mais saem, como filé de linguado que está custando R$ 7,50 o quilo. O pacu sem espinho está sendo vendido a R$ 18, 50 e também tem muita saída.  Já pra quem gosta de incrementar as receitas com um caldo, tem cabeça de peixe e piranha que variam de R$ 3, 95 a R$ 7 o quilo. 

Rico em proteínas, os peixes também são fontes de ferro e vitamina B12, além de cálcio e gorduras essenciais. Tem gente que não precisa de quaresma pra consumir a carne branca , mesmo com o preço as vezes salgado.

“Peixe é bom comer a todo momento”, diz consumidor.

Para quem está preocupado com o preço é bom seguir algumas orientações, comprar o peixe inteiro, com as vísceras pode sair mais caro. Um detalhe que a dona de casa deve estar atenta.

“Tem que tomar muito cuidado com propaganda enganosa, as vezes divulga-se o pacu na promoção, só que chega lá o pacu está com as vísceras, aí a pessoa vai ter que levar esse peixe para casa  ter todo o transtorno de limpar as vísceras e aí vai pesar e vê o que acabou pagando, o custo benefício acabou ficando mais caro”, diz empresário. (Com colaboração Vânia Galceran, TV MS Record)