Bela Vista vive momento cultural de rua

Eles fazem arte pública, de graça, para quem quiser. O público corresponde, sempre vai, assiste e aplaude. A população quer ver coisas diferentes, e a arte tem o poder de transferir isso e Bela Vista teve o previlégio em receber o Grupo.

O Grupo Teatro Imaginário Maracangalha, o nome inspirado na música de Dorival Caymmi, “Eu vou para Maracangalha, eu vou…”, estiveram por dois dias em Bela Vista, realizando a alegria das pessoas, onde a peça teatral aconteceu no Calçadão da Teodoro Sativa, em frente ao Hotel Pousada da Fronteira

Mas como ninguém quer morrer de fome, o grupo é mais um em busca de financiamento público, e passam o chapéu. Todos defendem governo e prefeitura como únicas fontes corretas de viabilização de cultura.

Dessa forma, com recursos da Fundação Municipal de Cultura, já montaram “Tekoha – Ritual de vida e morte do Deus Pequeno”, sobre o exemplo da resistência indígena na figura de Marçal de Souza.

Mas mesmo sem recursos liberados, eles não param de encenar, e seguem com cortejos pela cidade e sarobás, reuniões com arte e escambo, onde além da cultura há uma espécie de laboratório de comportamento, que incentiva as pessoas ao desapego, ao deixar para outro o que não lhe tem serventia.

As pessoas que foram prestigiar o evento aplaudiram e encantaram com as belas apresentações das peças teatrais e esperam que a prefeitura traga mais eventos dessa natureza.