A avó de William Teixeira, de 24 anos, morto em assalto na quarta-feira (7) após os dois sacarem o dinheiro da aposentadoria dela, terá de liberar o corpo do rapaz no Instituto Médico Legal. Ela é a parente mais próxima do rapaz e presenciou o crime.
Um primo de William foi ao IML na manhã desta quinta (8), mas não conseguiu fazer a liberação. Segundo funcionários, a médica pediu a realização de exames extras para ajudar na investigação, segundo reportagem do SPTV.
William morava com a avó, de 79 anos. O pai dele morreu há três meses e o jovem foi abandonado pela mãe quando era pequeno. Na quarta-feira, ela a acompanhou até o banco para a retirada de R$ 4 mil.
Câmeras da agência gravaram o momento em que os dois estavam no caixa e um homem de camiseta preta entrou pelo caixas pela contramão perguntando se alguém trocaria uma nota de R$ 50.
Uma vigilante passou pelo homem mas não percebeu que ele estava de olho no dinheiro que avó e neto sacavam. O bandido usou um fone para avisar o comparsa que estava do lado de fora da agência.
William e a avó saíram do banco sendo seguidos pela dupla. Eles já estavam no condomínio quando os ladrões entraram e roubaram o dinheiro. De acordo com a investigação, o rapaz reagiu quando os bandidos estavam fugindo. Ele levou dois tiros e morreu no hospital.
Se janeiro até agosto, 231 pessoas foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte) no estado de São Paulo, o que dá uma média de quase uma morte por dia neste período.

