Aquidauana promove articulação em defesa das línguas indígenas

O encontro ocorreu na sede da Associação Kopenopouti Txané

O município de Aquidauana, em Mato Grosso do Sul, sediou nesta terça-feira (9) uma reunião voltada ao fortalecimento das línguas indígenas e da preservação cultural dos povos originários. O encontro ocorreu na sede da Associação Kopenopouti Txané, localizada na Vila Trindade, e reuniu autoridades locais, lideranças indígenas e representantes de instituições acadêmicas.

A pauta principal foi a ampliação de ações que conectam preservação linguística, desenvolvimento sustentável e integração regional, tendo como perspectiva a Rota Bioceânica, projeto que visa fomentar o intercâmbio entre Brasil, Paraguai,

A reunião contou com a presença da professora doutora Mara Rute Lima Hercelin, diretora do Centro de Altos Estudos de Sustentabilidade e Educação, que apresentou experiências internacionais voltadas à valorização das culturas tradicionais. Também participaram o prefeito Mauro do Atlântico, o vice-prefeito Dr. Murilo Acosta, o vereador Fred Frank, representantes da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e integrantes da diretoria da Associação Txané.

Pautas discutidas

Durante o encontro, foram debatidos temas estratégicos para a região:

  • Reafirmação da Associação Txané como signatária da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), promovida pela UNESCO;
  • Fortalecimento da parceria com a UEMS, especialmente no âmbito do projeto Economia Azul, voltado à promoção do desenvolvimento sustentável com base em recursos naturais e saberes tradicionais;
  • Planejamento de novas iniciativas em Aquidauana, inspiradas em projetos culturais realizados em Paris, com foco na promoção da diversidade cultural.
    Reconhecimento internacional

Além de fortalecer parcerias locais, a reunião também consolidou a imagem de Aquidauana como município engajado em temas globais de preservação cultural e sustentabilidade, alinhado às diretrizes de organismos internacionais como a UNESCO.

Novas agendas estão previstas para os próximos meses, com foco na ampliação dos projetos culturais e na inserção das comunidades indígenas em iniciativas de formação, pesquisa e valorização de saberes ancestrais.

Fonte: O Pantaneiro