Uma equipe em formação, ainda mais quando repleta de garotos, precisa passar por muitos aprendizados, mas não só técnicos e táticos. Diante da Colômbia, em amistoso vencido por 2 a 0, no Pacaembu, a seleção brasileira sub-23 teve um teste diferente: o de saber apanhar.
Com o gramado pesado e escorregadio por conta da chuva, os colombianos exageraram no ímpeto, abusaram de entradas perigosas e em alguns momentos passaram do ponto, com movimentos maldosos.
Não era o que se esperava para um duelo com pouca torcida e que não valia quase nada, mas serviu de lição para a equipe olímpica do Brasil, que deve enfrentar situações parecidas e precisará ter frieza e malícia no Torneio Pré-Olímpico, em janeiro, na Colômbia.
Quando a partida não esteve parada por faltas, atendimentos médicos ou discussões entre os atletas, a Seleção foi superior. O domínio foi maior no primeiro tempo, quando o Brasil teve mais a bola e praticamente não deixou os visitantes atacarem.
Apesar do pouco tempo para treinar para a partida, a equipe comandada por André Jardine já mostrou alguns conceitos bem definidos.
Um dos que ficou mais evidente foi a intensidade para pressionar o adversário logo após perder a posse da bola e a determinação para dificultar a saída adversária. Foi assim, desarmando no campo rival, que Matheus Cunha começou as jogadas dos dois gols brasileiros.
