Análise: quem se destacou, o que deu certo e o que deu errado no empate do Santos em clássico

Peixe sai na frente, mas postura defensiva não dá resultado e Corinthians busca o empate

O começo foi até animador, mas o Santos sentiu o peso dos desfalques e não conseguiu manter o nível ofensivo alto no clássico diante do Corinthians, nesta quarta-feira. Sem Lucas Veríssimo, Alison, Soteldo e Marinho, o Peixe começou pressionando, mas recuou e viu o rival empatar.

A falta de uma válvula de escape para se livrar da tentativa de pressão do Corinthians fez o Santos sofrer depois de abrir o placar. As possíveis soluções não funcionaram sem Marinho, o principal jogador do Peixe no ano.

Num clássico com pouca inspiração, o empate até que ficou de bom tamanho.

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Como saíram os gols

O Santos abriu o placar ainda no primeiro tempo, no único momento em que foi melhor do que o Corinthians no clássico desta quarta-feira. Pela esquerda, Jean Mota cruzou com perfeição para Madson desviar e tirar todas as chances de Cássio defender.

O gol, porém, fez o Santos recuar. O Corinthians, de tanto pressionar, empatou depois de uma pane na defesa do Peixe. Luiz Felipe não subiu com Gil, Luan Peres desviou para trás, e o goleiro João Paulo perdeu no alto para Danilo Avelar.

Quem se destacou

Os melhores do Santos foram o lateral-direito Madson, que jogou como atacante e zagueiro, e os volantes Jobson e Diego Pituca.

Cheio de desfalques, o Santos sofreu para criar jogadas, fugir da pressão do Corinthians e apostar em contra-ataques, mas o setor de marcação do meio de campo funcionou bem. Diego Pituca e Jobson conseguiram também ajudar na ligação entre defesa e ataque.

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Pituca se destacou no meio de campo — Foto: Marcos Ribolli

Pituca se destacou no meio de campo — Foto: Marcos Ribolli

Madson, o melhor em campo pelo Peixe, teve diversas funções contra o Corinthians. Lateral-direito de origem, iniciou o clássico no ataque, ocupando o espaço deixado por Marinho. No decorrer da partida, com a saída de Luiz Felipe, foi deslocado para a zaga.

Tanto na frente quanto atrás, Madson deu conta do recado. Mostrou, mais uma vez, inteligência para criar jogadas pelos lados do campo e cruzar para os companheiros na área.

O que deu certo

O sistema defensivo do Santos funcionou bem. Sem diversos jogadores, o Peixe pressionou o Corinthians no início do clássico e depois ficou praticamente toda a partida em seu campo de defesa, recuado.

Apesar de jogar atrás da linha de meio de campo, o Santos tentava ficar distante da sua própria área. Quando o Corinthians tinha a bola e ainda estava perto do meio, por exemplo, os zagueiros e laterais se adiantavam para não dar espaço e diminuir a distância entre as linhas.

O Corinthians, mesmo com mais posse de bola, não conseguiu criar muitas chances de perigo para o goleiro João Paulo.

O que deu errado

A busca pelo contra-ataque. Recuado, o Santos só tinha praticamente essa opção para assustar o Corinthians e criar chances. A falta de ligação rápida entre defesa e ataque, porém, dificultou muito o estilo de jogo do Peixe nesta quarta-feira.

Corinthians x Santos: Danilo Avelar e Kaio Jorge disputam bola pelo alto — Foto: Marcos Ribolli

Corinthians x Santos: Danilo Avelar e Kaio Jorge disputam bola pelo alto — Foto: Marcos Ribolli

Jean Mota, que seria o responsável por isso num esquema com dois volantes e apenas ele de meia-armador, não teve uma noite feliz – apesar da assistência para o lateral-direito Madson abrir o placar , tanto que foi substituído no intervalo.

O Santos também sofreu – e muito – em bolas pelo alto. Praticamente todas disputadas foram perdidas pelos jogadores do Peixe, tanto na defesa quanto no ataque.

Sem essa válvula de escape, o Santos se viu acuado no campo de defesa e apenas afastando bolas de sua intermediária.

Próximos passos

O Santos entra em campo novamente no domingo, às 16h (de Brasília), para enfrentar o Grêmio, na Vila Belmiro, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Fonte: globoesporte /