Lançamento de esgoto clandestino e água servida ainda são os maiores problemas dos rios e córregos de Campo Grande. Mas, acúmulo de efluentes tratados, assoreamento e lixo também prejudicam os corpos d’água, principalmente o rio Anhanduí e o córrego Imbirussu. Ambos, conforme levantamento anual do programa municipal Córrego Limpo, são os que mais apresentam nível ruim de qualidade em alguns pontos.
O ponto mais poluído do rio Anhanduí é na proximidade com a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do bairro Los Angeles. Lá, durante todo ano passado, o índice de qualidade da água (IQA) foi classificado como ruim devido resultado negativo de alguns parâmetros analisados, como altos índices de fósforo, forte turbidez da água, muitos coliformes termotolerantes e baixa concentração de oxigênio.
Nesse trecho específico, o rio é considerado classe 4, de acordo com classificação determinada pela resolução 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Nela, os corpos d’água são divididos conforme sua função e uso. Os de classe 4, por exemplo, só podem ser usados para navegação ou harmonia paisagística, sendo vedados pesca, banho ou consumo humano.
De acordo com a Secretaria Muncipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), “o ponto ANH 14 (perto da ETE) representa a qualidade após o lançamento tratado, porém, como se percebe, nos outros pontos o Rio vai se recuperando pela sua capacidade de Auto depuração”, informou nota do órgão. Isso significa que conforme as águas se distanciam do trecho mais poluído, elas recuperam sua qualidade.
Outro ponto crítico do Anhanduí é na confluência com os córregos Prosa e Segredo, na esquina com a rua Cubatão, no bairro Marcos Roberto. Lá, de acordo com a Semadur, a razão é “lançamentos de esgoto e água servida em logradouros, galerias e diretamente no córrego e através da poluição difusa”.
LUCIA MOREL
