Acusado de assassinar ex a facadas é condenado a 18 anos de prisão

Foi condenado a 18 anos de reclusão Marcelo Roberto Dias Velasques, de 33 anos. O réu foi julgado na manhã desta quarta-feira (9), na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Na ocasião, os jurados consideraram todas as qualificadoras e ele deve cumprir a pena em regime fechado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), Velasques é acusado por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e mediante dissimulação (artigo 121 do Código Penal) e crime de violência doméstica contra a mulher (artigo 61 do CP).

Durante discurso aos jurados presentes, o promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri ressaltou que ele não aceitava o término do relacionamento, bem como queria se vingar da companheira, pelo fato dela ter denunciado reiteradas vezes o crime de violência doméstica, o que culminou em uma condenação na Justiça.

Por diversas vezes, o promotor lamentou o fato de uma mulher de 31 anos, mãe de cinco filhos, ter sido “barbaramente” assassinada, inclusive na presença das crianças e de um bebê de cinco meses, filho do casal.

“Importante é relembrar o horário em que ele chegou na casa, às 23h20. O homem já havia ingerido sete cervejas e foi ao local deliberadamente para matar a vítima”, disse.

Ao todo, o laudo aponta 13 facadas, sendo nove no tórax, abdômen e virilha. No entanto, conforme o promotor, o perito ainda disse que houve outro ferimento na mão, apontando o 14° golpe e a tentativa de defesa da vítima, “acerca das atrocidades praticadas contra ela”.

Questionado sobre o fato, o homem disse em juízo que tinha saído para comprar roupa para o filho horas antes do crime. “Ele falou aqui sobre os fatos pela primeira vez. Acredito que a intenção é suavizar a sua pena, não deixando transparecer o comportamente machisto e de dono da vida, decidindo o destino dele e da companheira”, comentou o promotor.

Entenda o caso
Marcelo é acusado de matar a ex-mulher no bairro Danúbio Azul, em Campo Grande, no dia 2 de julho de 2014. Conforme acusação do Ministério Público (MP), no dia do crime o réu se aproximou da vítima e pediu para entrar na casa. Ele chegou a dar um beijo no rosto, dizendo que queria conversar. A atitude teria deixado a vítima tranquila e despreparada para a futura agressão, fato que caracteriza dissimulação para o MP.

Na época, Velasques confessou ter matado a ex-mulher e disse ao G1 que só falaria em juízo. Ele foi preso no mesmo dia e disse à Polícia Civil que agiu por ciúmes, pois acreditava que a vítima estava tendo relacionamento amoroso com outra pessoa.

Ele cumpria pena em regime semiaberto e deveria voltar para a unidade de segurança para passar a noite, mas, segundo declarou à polícia, conseguiu uma faca de açougueiro e foi até a casa da ex-companheira.

Quando a Polícia Civil chegou ao local, os filhos da vítima, uma menina de 6 anos, um menino de 3 e um bebê de cinco meses estavam próximos ao corpo da mãe e viram toda a movimentação policial.

Fonte: G1