A educação a distância não é para todo mundo, diz especialista

A modalidade a distância vem ganhando forças no país. Com mais de 3 mil vagas abertas neste ano nas áreas de engenharia e licenciaturas, a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp) pretende abrir mais 21 mil vagas de cursos de EAD em 4 anos. Em entrevista ao Estado de S. Paulo, o presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Fredric Litto, comentou sobre os desafios da educação a distância e o perfil do estudante de EAD.

De acordo com o presidente da ABED, embora o ensino a distância esteja crescendo, os cursos de engenharia sofrem resistência por parte dos professores. “A engenharia tem grande potencial de usar a educação a distância, mas há um conservadorismo das instituições e dos colegiados que faz com que seja a área que menos cresce no Brasil”, disse Litto. Outra área que sofre resistência no meio acadêmico são os cursos de direito a distância.

Para o especialista, o aluno de EAD tem o seguinte perfil: são pessoas que trabalham e querem realmente o diploma para alavancar suas carreiras. “A educação a distância não é para todo mundo. Não é para aquele aluno que precisa ter um professor ao lado elogiando o seu trabalho, ou cobrando. Esse aluno precisa do presencial, ele não vai ficar bem na educação a distância porque ela exige maturidade, motivação, disciplina”, completa. –

guiasdeeducacao.com.br