UFGD pode ficar fora de greve das universidades anunciada para março

Servidores da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) podem ficar de fora da greve anunciada, a partir de março, por várias universidades federais do país. O ano letivo recém começou e em todo o país pelo menos 46 instituições já aprovaram o indicativo de greve.

Duas categorias fazem parte do conjunto de servidores na universidade – técnicos administrativos e professores. Cada uma delas têm o seu sindicato, que pode tomar decisões diferentes sobre o indicativo de greve.

Em Dourados, os técnicos administrativos já se reuniram em assembleia e decidiram em recusar apoio ao movimento grevista nacional. A categoria dos professores também é contra a greve, no entanto, eles não aceitam a negociação salarial proposta pelo governo.

Em âmbito nacional, os servidores das universidades alegam que, desde 2012, quando ocorreu a greve nacional que durou meses, os reajustes salariais obtidos após a paralisação não teriam servido nem para repor a inflação.

Neste fim de semana, 160 delegados da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) vão se reunir para decidir o dia exato em que a greve terá início.

O coordenador-geral da Fasubra, Paulo Henrique dos Santos, já sinalizou que a grande maioria dos sindicatos das universidades é favorável que a paralisação comece na segunda quinzena de março.